sábado, 30 de junho de 2012

Silêncio

Já parou pra perceber como ficamos quietos e calados quando estamos sozinhos? Aposto que não percebeu, ao menos até agora. Até porque, não tem com quem falar, certo?
Certo?

Você escuta música, tenta rir pra disfarçar a ansiedade, mas se ficar pensando muito nisso, ah, não é bom, você vai começar a olhar pra os cantos em ansiedade, vai pensar então em falar consigo mesmo, tentar fazer alguma coisa soar a seus ouvidos, algo são, porque esses barulhos que você fica ouvindo não são muito confiáveis. De onde vem, hein? hã?
O que?

Falar consigo mesmo não foi uma ideia legal, e se alguém quiser entrar na conversa? Se alguém quiser falar algo? Você vai ouvir? Você vai saber de onde veio a voz? Vai ficar só esperando ela falar ou vai convidar gentilmente pra uma conversa? E se eu falar com você agora? Acho que vou bater na sua porta.

Mas antes me diga.

Que voz sou eu na sua cabeça? E quem são essas outras? Quando se deitar para dormir, vamos ter uma conversa.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Buzz

Um cachorro. Ele é um vira-lata, de pelo preto e de olhos amarelos. Olhos estranhamente amarelos. Ele é encontrado abandonado, cabisbaixo e confuso, por causa que começara uma chuva, e como havia nascido nas ruas, não tinha um dono. Quando, fatalmente um carro acaba vindo em sua direção.

É assim que começa a história de Buzz. Um filhote que acabei achando no meio da estrada, em um subúrbio há 14 quadras da minha casa. Eu mal sei como consegui não matar aquele cachorro... Acho que foi pura sorte daquele asfalto não ser novo e todo esburacado que acabou salvando ele.

Inicialmente, teria saído do carro ver o "estrago"que tinha feito, mas quando percebi o filhotinho, resolvi levar para casa. Linda certamente estaria vendo a apresentação em homenagem as mães da escola das crianças. Eu não pude ir por causa do trabalho, mas acho que o vira-lata "quase" morto até que veio a calhar para conseguir alguns pontos com ela e as crianças.

Quando estava dirigindo para casa, notei que o vira-lata que achei tinha uma coleira escrito "maledicam". Uma palavra muito feia para ser o nome de um cachorro. Resolvi tirar aquela plaquinha de madeira estúpida da coleira dele e chegar em casa o mais rápido possível para preparar a surpresa para as crianças.

Às 22h as crianças e ela chegaram e eu mostrei o cachorro que estava em uma caixa com cobertores que eu arrumei improvisadamente. Linda apenas olha para meu rosto, perguntando onde havia achado o cachorro. Eu expliquei, dizendo que achei no meio da estrada, perdido na chuva e resolvi trazer como presente para as crianças.

Robert e Mary brincavam com o cachorrinho, quando um deles se vira e diz que já tinha um nome para ele: Buzz.

- Buzz? - murmurei para mim mesmo.

Eu sabia que Robert queria ser astronauta quando crescer, e que um de seus ídolos era Edwin "Buzz" Aldrin, um dos homens que pisou na Lua. Dei uma risada e a noite prosseguiu até as 23 horas, quando eu e Linda pusemos as crianças para dormir.

- John?
- Sim? - Me virei para Linda, que estava com um olhar de preocupada.
- John, sobre aquele cachorro...
- Buzz? - Disse eu, a interrompendo - Não se preocupe querida, já vou ajeitar uma consulta com o veterinário e comprar ração para cachorro... -
- Vamos ficar com ele?
- Sim. As crianças gostaram dele. Algum problema?

Linda pareca estar preocupada. Mas ignorei isso. Eu disse que ela poderia ir dormir que eu iria conferir como Buzz estava. Só foi eu deixar ele sozinho por pouco tempo que ele havia conseguido fugir da caixa e sujar a área de serviço pisando em uma possa de água suja que caiu da máquina de lavar roupas.

Dirigi meu olhar até onde as pegadas acabavam: na porta do porão, onde Buzz estava passando a pata.

- Espertinho! - Foi o que eu disse.

Peguei ele e o coloquei na caixa que seria sua casa improvisada, depois disso acabei olhando para os olhos amarelados dele. Notei que pareciam mais olhos de gato do que de um cachorro, por quão brilhantes eram... Depois de 5 minutos de nós dois se olhando, até me senti meio mal, mas ignorei a sensação e deixei a luz do corredor acesa para não deixar Buzz dormir no escuro.

Quando cheguei até o quarto, encontrei Linda já adormecida. Estranhei o fato da luz do nosso quarto já estar apagada e ela já ter caído no sono em tão pouco tempo. Só fazia 5 minutos que não nos víamos! Ela tinha sono leve, e ninguém dormia tão rápido assim! Foi aí que olhei para o relógio que indicava 03h00min da manhã! O que havia acontecido?

Eu empalideci. Desci as escadas para conferir se o relógio estava quebrado, liguei a TV no canal de vendas (cuja única utilidade é só mostrar as horas, no mínimo) e aparentemente não estava delirando: eram 03h da manhã!

Passei a mão no rosto, cansado. Desliguei a TV e fui me dirigir para cama. Olhei para a luz do corredor e vi Buzz olhando para mim com seus olhos... Verdes. Apenas mandei ele dormir e fui para a cama, quase cambaleando. Podia jurar que o cachorro continuava a olhar para mim...

Depois daquela noite, tudo correu normalmente em minha casa. Quando me levantei (extremamente esgotado, mas nada que um banho não resolva) e fui tomar o café da manhã, falei com Linda sobre o que aconteceu ontem.

- Sim. Após esperar você por 30 minutos para vir se deitar, fui chamar você para deitar e acabei encontrando você, escrevendo algo na escrivaninha. Eu fui me aproximar para te chamar para deitar, mas você nem virou a cara para mim e disse que tinha que fazer algo importante e que já estava indo.

Apenas empalideci. Eu não fiz aquilo! Apenas coloquei Buzz para dormir! Eu não queria preocupar Linda, por isso, guardei para mim a experiência daquela noite. Naquele dia, após eu sair do trabalho, às 17h eu levei Buzz para o veterinário examiná-lo, dar as vacinas que precisava e comprar a ração de cachorro dele.

Alguns meses depois, fui procurar um psiquiatra para falar sobre o que havia acontecido naquela noite e que suspeitava que fosse sonâmbulo, apesar de não haver histórico na família. Comecei a tomar um remédio para tratar disso.

Os meses se tornaram anos, e quando menos esperava, aquele cachorro estranho que achei naquela noite de chuva já estava com 5 anos de idade. Me surpreende de quão grandes ficam os cachorros ao passar dos tempos... bem, Buzz não era lá tão grande, mas servia bem de companhia para alegrar nossa casa.

Em 5 anos bastante coisa muda, e meus filhos já tinham 9 e 8 anos. Acredito que com o passar desses anos, sinto que meus filhos estão mais distantes de mim, e Linda não parece tão feliz quanto antes. Parece até que nossa relação é um "trabalho" que deve ser enfrentado goste ou não.

Pelo menos, eu e o cachorro tínhamos uma boa relação. Ah... Mas que idiotice. É uma puta ironia eu conseguir me relacionar melhor com um animal do que com minha própria família...

De qualquer forma, já era natal e os pais de Linda iriam fazer a ceia de véspera conosco. Eu peguei minha câmera e fui tirar umas fotos de nossa família. Tirei uma de Robert e Mary juntos na árvore de natal e algumas fotos de Linda preparando a ceia com minha sogra. Ela ficou incomodada, mas deu um sorriso tímido... Essa era a vantagem de se casar com alguém: você sempre sabe quando ele/ela está encabulado.

Tirando tantas fotos, olhei para meu amigo, Buzz e pensei: "Oras! Nunca tirei uma foto dele!". Buzz estava encarando a TV quando eu dei um assovio e disse:

- Diga xis, amigão!

Ele rapidamente me encarou e eu apertei do botão de tirar foto. Depois era só ver se ele saiu bem na foto. Se bem que para revelar o filme da câmera levaria um tempo... Poderia deixar para depois do natal.

Linda veio até mim e pediu pra que ligasse a câmera. Coloquei a câmera ligada no tripé e começamos a oração, depois eu a peguei e fui gravando comentários dos familiares... Até que fui gravar um pouco Buzz e notei que ele estava batendo a pata naquela porta que levava até o porão. Ao me perceber, Buzz olhou para mim por um tempo. Foi aí que também olhei fixamente em seus olhos e percebi que eles eram verdes... Um verde vidrante... Eles não eram amarelos? Acabei ouvindo a voz de Linda:

- Pare de brincar com o cachorro e venha fazer o amigo secreto!

Coloquei a câmera no tripé e fui participar da brincadeira. Se prolongou até a 00h, quando os pais de Linda já haviam ido e eu estava pondo as crianças para dormir, avisando aquela coisa de que se não dormissem, Papai Noel não iria dar presentes para eles.

Às 01h15min da manhã Linda foi dormir e eu fui colocar Buzz para fora, dizendo que subiria logo em seguida. Após isso, deixei Buzz em sua casinha no fundo do quintal e fui cambaleando até para dentro. Porém, fiquei encarando Buzz por um tempo de longe, até perceber que seus olhos verdes acabaram brilhando, como um flash de câmera! Eu fiquei paralisado, tentando entender enquanto olhava para o meu cachorro. Entrei em casa, me arrastando de pânico e olhando para os olhos do cachorro pela tela, que não paravam de piscar.

Depois de mais um flash acabei apagando.

No outro dia, acordei todo sujo de terra e confuso. Olhei para meu relógio e eram 05h30min... Como??? Aconteceu de novo? Estava tão confuso mentalmente que nem me dei conta que estava no porão. Olhei ao meu redor e eu havia feito um buraco de 2 metros de profundidade no porão e havia arrancado tábuas e destruído móveis para fazer isso! Onde raios arrumei uma pá? O que eu exatamente fiz?

Com a visão turva e esgotado, olhei para cima da escadaria e ouvi o barulho de algo arranhando a porta. Abri ela e vi que era Buzz, batendo nela. Fiquei pálido e esperei até que ele me encarasse.

O cachorro apenas se deitou ao lado da porta. Dentro de casa estava cheia de terra, porém, a sala de estar e a escadaria não estavam sujas. Parecia que eu peguei uma pá e fui direto para o porão noite passada e fiquei cavando esse tempo todo. Quem fez isso? Buzz? Não pode ser...

E limpei rápido o tapete sujo de terra para não levantar suspeitas. Quando estava limpando, fui até a área de serviço lavar as mãos e me deparei com sangue! Tinha um corpo desmembrado de um homem que estava coberto por panos encharcados! Eu coloquei a mão na minha cabeça, tentando não olhar e vomitar.

Corri para o porão, tentando descobrir por que eu havia cavado um buraco tão fundo e o que um cadáver fazia em minha casa... Foi aí que me espantei que aquilo não era um buraco, e sim uma cova! Tinha o nome da minha esposa e de meus dois filhos escrito em cada uma. Fui verificar um quarto buraco e percebi que aquele não havia sido feito para alguém ser enterrado, mas sim que era alguma coisa que estava procurando.

Ainda transtornado, percebi que quanto mais perto do buraco eu chegava, meu nervosismo era substituído por um sentimento de dever: eu TINHA que continuar a cavar.

Cavei até encontrar um livro. Muito estranho e de metal.

Peguei o livro e percebi que haviam dois olhos verdes nele e uma escrita esquisita. Quando fui abrir ele, ouvi uma voz estranha atrás de mim.

- Eu não faria isso se fosse você...
- Mas que diabos!!!

Era BUZZ! Ele estava com seus olhos verdes olhando para mim. Ele sequer precisava abrir a boca para falar comigo. Era como se sua voz ecoasse em minha cabeça.

- John. Como meu servo, dê-me o livro para depois poder entregar teu corpo para mim.
- Mas quem é você???
- Eu sou a Beliel, a coisa que você não matou. Levei 200 anos para possuir este corpo e poder promover a grande revolução neste mundo. Mas você não me atropelou e me levou para um lugar cheio de almas para poder me alimentar. Você aceitou ser meu servo John. Agora, dê-me o livro.

Eu estava transtornado. Começou a tudo ficar turvo quando olhei para os olhos verdes de Buzz. Até que finalmente, eu parei. Fechei os olhos e quando os abri de novo, meus olhos ficaram com um brilho verde anormal.

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Um jornal local, um mês depois teria postado uma notícia sobre uma onda de assassinatos durante o mês de janeiro/dezembro.

Todos os assassinatos tinham um padrão, pois as vítimas eram selecionadas, levadas ainda vivas até um porão e colocadas em um buraco de 10 metros de profundidade.

Quem teria cavado o buraco era John, o autor de todos os assassinatos. Ele fez 29 vítimas no total, incluindo sua família, amigos e conhecidos. A última pessoa ele deixou viva apenas como uma testemunha de seus atos.

Segundo ela, após ele ter agredido fisicamente, John a fez olhar fixamente a seus olhos brilhantes verdes... O seu rosto era frio e sem sentimentos. Depois ele se encostou na parede, assoviou para que seu cachorro Buzz, viesse até o seu colo e em um piscar de olhos, a vítima perdeu eles de vista. No lugar deles, apenas ficou um círculo cheio de números aleatórios no lugar.

Depois daquele dia, John ficou conhecido como "Assassino dos olhos brilhantes". A polícia revirou sua casa e apenas encontraram uma foto muito intrigante, mostrando seu cachorro, Buzz na véspera de seus assassinatos.



Boatos surgiram sobre pessoas passarem mal e não sentirem o tempo passar ao olhar para a imagem. Outros dizem que o cachorro da foto olha no fundo de sua alma, vendo seus desejos e seus podres, e que ocasionalmente, ele pode te ceder tais coisas, se você aceitar ser servo dele.

Quando John e Buzz são vistos por alguém, geralmente acontecem infortúnios para quem os avista. John sempre está feliz, acariciando Buzz. Ambos estão com seus olhos verdes-brilhantes e seus rostos mostram expressões maléficas antes de sumirem em um piscar de olhos.

Wyoming Incident



Wyoming Incident foi o nome dado a uma suposta invasão de um hacker em uma rede de televisão americana em pleno horário nobre. Faltando apenas 45 minutos para a meia noite, um vídeo um tanto estranho de 6 minutos foi posto no lugar da programação.

As pessoas que assistiram ficaram perplexas e muito apavoradas com o vídeo, muitos relataram náuseas, dores de cabeça e dentre outros sintomas nas semanas seguintes após terem assistido o vídeo.

Ele contém imagens completamente desconexas e sem sentido. A maioria das pessoas que viram o vídeo relataram a sensação de estarem sendo observadas por algo ou alguém.

Além das imagens, há mensagens como "você pode perder tudo", "você não pode se esconder" e "existe verdade na ficção".

E aí? Vai ver o vídeo ou vai se esconder?

Veja a seguir a transmissão que ficou conhecida como The Wyoming Incident:



PS: Ironicamente, eu não "vi coisas bonitas" como diz o vídeo.

Centralia, a verdadeira Silent Hill

A cidade de Centralia, localizada na Pensilvânia é conhecida por pouca gente, mas atrai bastante curiosidade, principalmente pela sua história e características que a tornam um tanto única.

Mas antes, uma breve apresentação da cidadezinha que está localizada na Pensilvânia e que possuía cerca de 2000 habitantes. A cidadezinha vivia da mineração, até um acidente ter acontecido e ter feito todo o carvão do subsolo queimar.

Com explosões, rachaduras e incêndios incontroláveis, os Estados Unidos tentaram conter as chamas até finalmente, só restar a alternativa de evacuar a cidade.

Atualmente ela só contém 10 habitantes e é coberta por um nevoeiro que vem das rachaduras que saem do subsolo, de onde o carvão está queimando.

Uma das histórias mais conhecidas e contadas sobre Centralia é a de um garoto de 11 anos estar caminhando na cidade até que um buraco se abriu por baixo de seus pés, o levando para baixo. O garoto foi salvo por um amigo que estava com ele. O garoto ainda comentou que quando estava caindo se sentia no inferno.

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Agora chego ao objetivo. Nevoeiro, rachaduras, buracos que obstruem ruas e uma cidade fantasma. Isso está se parecendo muito com Silent Hill!

Vai saber se a Konami não se inspirou na história de Centralia para a cidadezinha onde as pessoas são mandadas para "pagarem seus pecados"? O que importa é que Centralia é considerada um lugar perigoso, e qualquer um que passe por lá vai se deparar com placas como "Cuidado! Perigo de morte!".

A seguir, algumas fotos de Centralia. Alguém topa fazer um tour?



sábado, 17 de dezembro de 2011

Mensagem de Arecibo

Em 1974, o SETI usou o radiotelescópio porto-riquenho Arecibo (o maior telescópio fixo do mundo) para enviar para o espaço uma transmissão que ficou conhecida como a Mensagem de Arecibo. A mensagem consistia em uma série de códigos que falavam sobre nossa civilização, nossas características biológicas e outros dados como nossa localização e nossa matemática.

Mas é o que aconteceu 20 anos depois que torna a mensagem de Arecibo algo tão interessante. A seguir, o que teria ocorrido após o envio da mensagem.

7 de dezembro de 2002 Chilbolton, Inglaterra - Como eu já investigava e relatava sobre formações vegetais desde 1991, comecei a me perguntar se os padrões foram conectados através de arcos de tempo nos mesmos locais geográficos. Um exemplo do que parece ser os padrões relacionados a cada um ano após ano, ocorreu perto do Rádio Telescópio Chilbolton entre junho de 1999 e agosto de 2002.

16 junho de 1999, Chilbolton Observatório

Em 16 de junho de 1999, o estranho padrão em primeiro plano marcado por uma seta amarela apareceu perto do observatório.



O amarelo seta aponta em uma formação de cultura de 230 metros de largura que apareceu em 16 de junho de 1999
em uma lavoura próxima Chilbolton Observatory em Hampshire, Inglaterra.
Fotografia © 1999 por Steve Alexander .

Havia 138 círculos, cada 10 metros de diâmetro, colocado dentro de seções triangulares que compunham uma forma de diamante. Olhar para o padrão de ramificação de círculos e espraiando-se em direções opostas a partir da linha central.



Cento e trinta e oito círculos, cada 10 metros de diâmetro, definiu o triângulo
e os padrões de diamante. O eixo central de queima horizontal pode ser um precursor ao maior padrão que apareceu na frente de Chilbolton Observatório no ano seguinte, em 2000.

Fotografia aérea © 1999 por Steve Alexander.
Agosto 2000

Agora olhe para o que veio um ano depois, em agosto de 2000 no campo Chilbolton mesmo, em quase o mesmo lugar. Este padrão foi atenção, grande e exigente, e claramente antecipou a formação de 2001, que viria no mesmo campo e surpreender o mundo por algum tempo.



Agosto de 2000, este padrão enorme surgiu na frente do Observatório Chilbolton,
mais perto do observatório do que o padrão de 1999. Esta formação também flares para fora em dois lados
do centro, mas com muito mais detalhes.

Este padrão parece estranho mais uma vez em agosto de 2001, mas em uma escala muito menor, como parte de um outro padrão, grande e complexo que também desceu em frente do Observatório Chilbolton janelas. Mas em 2001, o glifo queima seria incorporado em um retângulo de código binário.

14-20 agosto de 2001

Primeiro, em 14 de agosto de 2001, o Director do Observatório Chilbolton, Darcy Ladd, disse que ele e outros funcionários notaram uma "sombra" no campo de trigo. Mas ninguém foi investigar e nenhum piloto relatou ter visto qualquer coisa no campo.

Mas em 20 de agosto de 2001, Darcy Ladd e todos os funcionários do observatório ficaram surpresos ao olhar para fora de suas janelas frente a um grande retângulo preenchido com "pacotes" de plantas de trigo em pé organizado no que parecia ser o código binário. O retângulo de código estava certo onde a grande formação queima surgiu em agosto de 2000. Investigador das culturas de formação, Lucy Pringle, recebeu um telefonema de um funcionário Chilbolton sobre o padrão de trigo e Lucy rapidamente contratou um avião para voar a mais de trigo. Além do grande retângulo, ela se surpreendeu ao encontrar também um rosto humanóide olhando para ela do lugar no campo que Darcy Ladd tinha chamado de "sombra".



Quando Paulo Vigay, Director do Centro de Pesquisa Independente por fenômenos inexplicáveis ​​em Southsea, Hampshire, Inglaterra, viu a fotografia aérea do "código" de formação, ele imediatamente reconheceu-o como extremamente semelhante à transmissão codificada com informação binária digital que foi enviado em 16 de novembro de 1974, do Arecibo, Puerto Rico rádio telescópio para o espaço em direção ao aglomerado de estrelas, Messier 13, cerca de 23.000 anos-luz da Terra, na Via Láctea. A transmissão de Arecibo foi planejado por astrônomos da Universidade de Cornell, incluindo o falecido Carl Sagan. Cornell University opera o radiotelescópio de 300 metros de diâmetro, construído em uma montanha sob um acordo de cooperação com a National Science Foundation.




A primeira imagem mostra a mensagem de Arecibo original, enviada em 1983 para o aglomerado globular M13. A segunda imagem é um dos símbolos achados nas plantações perto do observatório.

astrônomos da Universidade de Cornell enviaram uma mensagem apelidada de "mensagem de arecibo", voltada para o aglomerado estelar Messier 13 (conhecido como grande aglomerado globular de Hércules), cerca de 23.000 anos-luz da Terra.

Compare o glifo fundo no código de trigo para o padrão de 2000 grande queima que também chegou bem na frente do Observatório Chilbolton.



O padrão de agosto 2000 no trigo que apareceu na frente do Observatório Chilbolton
no mesmo lugar que o retângulo de código binário surgiu em 20 de agosto de 2001.

O que significa a resposta?

A resposta tem algumas particularidades, sendo elas:

# A base da nossa matemática permaneceu a mesma;
# Os elementos primários para a vida foram mudados, mantendo todos os enviados e anexando o silício;
# A composição dos nucleotídeos permaneceu;
# Foi representado um DNA diferente do nosso com uma fita extra, porém semelhante;
# O número de nucleotídeos também é diferenciado do nosso;
# A anatomia enviada mostrava um ser abaixo da estatura humana e com uma grande caixa craniana, semelhante aos greys;
# A população representada era superior à da Terra, com 12,7 bilhões de habitantes;
# A localização da suposta raça alienígena fora representada como um sistema de nove planetas que se assemelha muito com o sistema Gliese 581, que aparentam mostrar que 3 destes planetas estão sob o domínio deles, explicando uma provável colonização espacial da parte deles. Entre os três planetas colonizados o 3º está sinalizado, acredita-se que seja a colônia principal. Esse sistema planetário orbita uma estrela menor que o sol, provavelmente uma anã vermelha, também apresenta dois planetas gasosos (6º e 7º) do tamanho aproximado de Netuno;
# A representação do Radiotelescópio de Arecibo fora trocada por outra muito mais complexa (a forma já fora vista em outro círculo inglês, no mesmo local, em 2000).

Se você olhar para o final da mensagem, verá um objeto estranho e encontrará quatro pequenos pontos dispostos exatamente como um planet é representado no sistema de código Chilbolton. Perguntei a um astrônomo da Universidade Cornell, se ele sabia o que um planeta dividido em quatro pontos pode significar? Ele disse que não tinha visto isso antes, mas especulou que poderia indicar quatro luas, ou um planeta dividido em quatro territórios. Mais uma vez, é lógico especular que os quatro pontos no centro do "transmissor" de baixo indica a fonte de transmissão do planeta retratado como quatro pontos.

15 de agosto de 2002

Mais um ano mais tarde, quase ao dia em 15 de agosto de 2002, uma formação no trigo é relatado 8,5 milhas do Observatório Chilbolton em uma fazenda Hill Top perto de Winchester, Hampshire. Um pequeno bosque que corre ao longo do campo é chamado de andiroba, por isso algumas pessoas têm chamado de a formação andiroba.
foram tiradas fotos em 16 de agosto de 2002, o dia depois do anúncio de e-mail de
uma fonte desconhecida em 15 de agosto de 2002, deu as coordenadas para o padrão de pesquisa nova safra.



Desta vez, há um outro cara e de código, mas o rosto não é humanóide como o de Chilbolton. O rosto é uma caracterização de todos os "greys" que foram relatados ao longo dos últimos 30 anos por pessoas na chamada "síndrome de abdução humana." Supostamente, as pessoas são levadas fisicamente, mentalmente, ou ambos, de seus carros, quartos ou quintais, em uma nave extraterrestre, onde entidades biológicas extraterrestres realizar exames e, muitas vezes extrair esperma ou óvulos. As criaturas são geralmente descritos como de cor cinza com rostos muito semelhante ao padrão do campo de trigo Winchester.

O Padrão no trigo mostra um alienígena da raça "greys" e um disco redondo de 8 de codificação binária bit em forma hexadecimal.

Enquanto o 2001 Chilbolton código era um grande retângulo de código binário semelhante ao de 1974 transmissão radiotelescópio de Arecibo, o código de 2002 foi produzido em uma espiral de 8 de codificação binária bit em forma hexadecimal com letras do alfabeto Inglês representados por conjuntos de caracteres ASCII utilizados por programadores de computador desde os anos 1960. Para traduzir o código, você tem que começar no centro e em espiral anti-horário, para descobrir cada letra por letra, para produzir a mensagem.

15 de agosto de 2002 Winchester / andiroba Mensagem Spiral Código:

No final, a mensagem decodificada dizia algo assim:

"Cuidado com os portadores de dons falsos e suas promessas não cumpridas. Muita dor, mas ainda há tempo. Ainda tem gente boa aí. Fechando canal. (0x07 som Bell usou para acabar com as mensagens teletipo na década de 1960)."



Uma espiral de 8 de codificação binária bit em forma hexadecimal com letras do alfabeto Inglês representados por conjuntos de caracteres ASCII utilizados por programadores de computador desde 1960.

Para traduzir o código, você tem que começar no centro e em espiral, anti-horário.
Tradução e letras sobrepostas em codificados por cores de trigo por Richard Brain, Agosto de 2002.

Agosto 2003?

A partir da seqüência 1999-2002 evoluindo a partir do diamante e do padrão de triângulo de círculos ao transmissor, para o rosto humanóide e retângulo de código binário, para o rosto estranho e espiral de código ASCII binário, é o seu passo "lógico" ao lado nestes padrões que ocorrem na mesma área geográfica e em quase as mesmas datas?

sábado, 10 de dezembro de 2011

Sanidade

Olá leitores do blog! Dessa vez, recebi um e-mail esquisito e resolvi postar para vocês. Bem, sei lá quem foi o idiota que começou essa corrente, mas apenas vou postar aqui para não precisar me preocupar. Outro motivo para eu postar isso aqui é que parece bastante com uma creepypasta.



Algumas coisas devem permanecer sem respostas. É essa a maneira que as coisas funcionam e é essa a maneira que as coisas tem que ser. Aprendi isso da pior forma.

Tudo começou quando eu havia me mudado para uma cidade pequena no interior. O clima era frio e ainda era inverno, sendo que as ruas ainda estavam cobertas de neve. Sempre que eu olhava para cima eu via um céu cinzento, e isso me deixava meio desanimado, pois havia me mudado há 1 mês e continuava aquele clima estranho. Os meteorologistas não eram capazes de explicar o porquê do clima.

Eu estava voltando para casa e notei uma coisa que não havia visto antes: era uma espécie de buraco em um muro. Parecia que alguém havia aberto ele com um martelo. Fui mais perto para examinar melhor o lugar e como o nevoeiro não me permitiu, percebi que havia uma trilha através daquele buraco. Eu nunca imaginei que havia uma floresta por trás daquele muro, só achava que era um muro velho.

Achei junto com o martelo um mapa. Tinha um mapa da região e um círculo marcado onde deveria estar a floresta. Seja quem for que fez um buraco no muro, deveria estar desesperado para largar o martelo e o mapa em um lugar onde qualquer um poderia pegar.

Eu ainda tinha tempo de sobra, e só precisava chegar em casa às 19 horas. Por isso, decidi pegar o mapa comigo e seguir pela trilha.

À medida que avançava pela trilha, achei em uma árvore marcado alguma coisa com estilete. Lá dizia:

"Os poucos"

Que tipo de maluco iria escrever algo assim em uma árvore? A frase não tinha sentido, por isso continuei pela trilha. Achei mais uma vez algo marcado em uma árvore:

"Demônios aproximando"

Essa frase me deixou um pouco tenso. Bem, eu sabia que demônios não existiam, são apenas parte da imaginação de pessoas que estão em sanatórios no momento. Eu pensei que era hora de voltar para casa, eu olhei para meu relógio e ainda eram 17:18. O que eu poderia fazer? Estava curioso, e provavelmente é algum engraçadinho que colocou aquelas inscrições nas árvores para me assustar!

De acordo com o meu progresso pela trilha, a paisagem ia mudando. Não era 19h, mas já estava escurecendo e as mensagens nos troncos iam apenas piorando. Pareciam que não foram feitas com estilete, mas sim sendo arranhadas por alguém. As letras estavam vermelhas, como se a pessoa que tinha escrito aquilo tinha feito com as próprias mãos e com desespero.

"Atacam com seu sangue frio assassino"

"Apenas eu"

"Os S?t?ns"

"Inocentes"

A última mensagem me fez entrar em desespero, pelas letras estarem praticamente irreconhecíveis, e o pior: parecia que a árvore sangrava.

Ela estava gotejando sangue das palavras. Eu olhei para meu relógio e ainda estava marcado como "17:18". Mas como é possível??? Eu não posso ter andado tudo aquilo sem gastar um segundo! Meu relógio havia parado desde que entrei por aquele buraco. Então, comecei a correr, fazendo o caminho inverso, voltando desesperado para onde estaria o muro.

Quando finalmente cheguei onde estaria o buraco por onde entrei não havia nada... Nunca havia existido buraco. É como se o muro nunca tivesse sido destruído por lá, ele continuava velho e feio como sempre foi.

Eu olhava com pavor, tentava de alguma forma escalar o muro, mas ele era muito alto. Notei que o céu continuou a escurecer ainda mais. Então foi aí que ouvi uma voz atrás de mim:

"Você nunca mais poderá voltar..."

Olhei para trás e vi a figura de um homem que parecia usar uma máscara e uma densa túnica negra. Assim, eu gritei para ele:

"Por quê? O que aconteceu com o buraco?"
"É muito corajoso de sua parte vir aqui."
"Não mude de assunto!"
"Você leu o aviso que deixamos para quem passasse o buraco?"


Assim me lembrei do mapa e do martelo. Peguei o mapa e notei que tinha algo escrito na parte de trás dele, com algo vermelho. Dizia:

"Deixai, ó vós que entrais, toda a esperança"

Eu fiquei de olhos arregalados e senti minha face empalidecer. Aquela frase é um aviso que estaria no portão do inferno. Eu lentamente olhei para o homem mascarado e gaguejei:

"I-isso s-s-só pode ser uma brincadeira!"

"Eu reconheço essa expressão. É a expressão de quem geralmente descobre que lugar é esse. Que descobre qual será seu destino."

"Eu quero voltar para casa..."

"Mas não poderá. Aceitaste o desafio e ignoraste o aviso. Agora se juntará conosco para sempre, no seu sofrimento eterno!"


A voz do homem mascarado estava mais distorcida e parecia que ele estava aumentando. Não pude evitar gritar de horror quando atrás dele, lentamente labaredas estavam florescendo das árvores e a escuridão começava a imperar mais e mais.

O homem então apontou para uma vala e disse:

"Admire sua cova enquanto pode vê-la. Quando as trevas finalmente imperarem, você entrará em desespero como os outros estúpidos mortais que entraram aqui."

Cheguei perto daquela vala rasa, e encontrei uma pilha de corpos carbonizados. Quando me virei, o homem estava perto de mim. Eu dei um soco nele e abaixei minha cabeça. Vi que sua máscara estava no chão... A única coisa que pude fazer foi olhar para a máscara no chão, eu estava com medo de olhar para o rosto de quem usava.

Apenas olhei para a máscara e ouvi aquele ser respirando, sem ter alterado seu humor mesmo após ter batido nele. A última imagem que me lembro foi de ver o chão escurecendo e ter a sensação que aquele ser apenas ia aumentando.

No final, eu levantei meu olhar e vi por uma fração de segundo a face dele... Eu queria não ter feito aquilo.

No final, só se deu para ouvir meu próprio grito em meio a escuridão. Eu estava sozinho.

Mas sabe o que é? Quando você acaba sendo morto em um lugar como aquele, sua alma não se esvai, ela fica presa naquele lugar para sempre, com uma condenação. A minha condenação é passar essa mensagem para as outras pessoas. Para que essas pessoas tolas acabem lendo a frase que as condenará ao mesmo destino. Uma hora ou outra elas acabarão de frente ao portão do inferno e o adentrarão sem sequer perceber que lugar é aquele.

Eu vou facilitar as coisas para você. Leia apenas as palavras negritadas.
Ah claro... Hoje eles irão buscar algo em sua casa. A resposta está no texto. Se você for esperto, irá impedi-los.

Como disse, algumas coisas devem permanecer sem respostas...

HS (hiper-salto)


Cientistas já conseguiram teletransportar uma partícula para uma distância de 30 cm de onde ela estava. Isso é algo que parecia ser impossível.

E viagens no tempo? Acredita nisso? É impossível?

Ah! Mas já estão fazendo isso mesmo, enquanto você está lendo. Mais uma vez, arranjaram uma maneira de tentar mandar passagens para o passado.

Uma experiência. Tudo teria começado em 2007, aproximadamente (a data me foge à cabeça), cientistas queriam pôr em prova sobre a possibilidade de viagem no tempo e realizariam a seguinte experiência: uma mensagem seria enviada de um receptor de nêutrons para o outro. Se o receptor número 2 recebesse a mensagem alguns segundos antes dela ser enviada, seria comprovada a possibilidade de uma viagem.

A experiência só deu resultados 10 anos depois. Bem, os cientistas estavam mais velhos e a tecnologia mais avançada... Não demorou muito para que houvesse euforia entre a comunidade científica e logo aprovassem um experimento maior e mais ambicioso.

Tentaram mandar uma mensagem para o e-mail de um dos pesquisadores 20 segundos antes dele receber. Mas que surpresa! A experiência foi um sucesso.

Então os cientistas ficaram mais e mais intrigados com a complexidade do tempo e espaço. Se agora dava para receber uma mensagem chegar antes de você pensar em enviá-la, então existia tempo negativo, certo? Isso foi como um golpe de misericórdia na teoria da relatividade - e talvez - o início de uma nova era para a sociedade.

30 anos depois da mensagem, o método foi aperfeiçoado o suficiente para que pessoas mandem mensagens para até 30 anos no passado. Quando a notícia vazou, a mídia começou a espalhar preocupação para as outras pessoas: "qual seria os possíveis problemas em enviar uma mensagem para o passado?" e "o que aconteceria com nosso Universo atual?".

A resposta era simples, afirmavam os cientistas: seriam criados universos alternativos quando se mandava a mensagem. Imagine como se fosse um rio e que seus afluentes são seus universos alternativos: se você manda uma mensagem para uma certa parte do afluente em que você está, você acaba criando mais um curso para o seu rio... Tudo bem se não entendeu. É física supercordista, e portanto é confusa.

Não haveriam problemas para os governos, apenas seriam criados infinitos universos alternativos. Países como a Coreia do Norte e ditaduras começaram a correr atrás dessa tecnologia poderosa, imaginando que poderiam usar para mandar mensagens para o passado e anteverem acontecimentos para melhor preparação das ditaduras. Eles desanimaram quando perceberam que não mudaria nada em sua realidade quando mandassem a mensagem.

Mesmo assim, levou tempo para o público poder usar a tecnologia de mensagens. Foram criadas leis para que os usuários não revelassem de fatos que ainda não ocorreram no máximo de 5 anos.

A pesquisa sobre viagens no tempo já tinha feito 90 anos nessa época. Mas ainda faltava algo realmente revolucionário, já que mandar mensagens não era o suficiente para "mudar o mundo" (é até irônico dizer isso). Então apelaram para algo que não havia sido pensado pelas duas antigas equipes de cientistas antes: abrir uma fenda espaço-temporal.

Isso sim seria algo revolucionário. Uma vez que já sabiam que as mensagens pegavam carona em outras dimensões para superarem a barreira do tempo, só precisavam abrir uma fenda que permitisse a passagem de objetos - e talvez até pessoas - por essa dimensão. Dessa vez levou menos tempo do que o previsto: segundo estimativas de outros físicos, levaria pelo menos 50 anos para conseguirem sintetizar tal tecnologia. Levou "apenas" 14 anos. A fenda estava aberta.

Pânico se espalhava pela sociedade. Parece que ao passar dos anos as pessoas não mudaram muito: continuaram a entrar em pânico desnecessário, já que segundo os cientistas qualquer coisa que viajasse - e talvez - alterasse algo na linha temporal não poderia retornar ou afetar nosso universo, pois o viajante teria criado um novo universo alternativo.

Metade da população ficou desconfiada, mas a euforia prevalecia. Quando puseram aquela fenda para funcionar, mandaram uma caneta para 20 segundos no passado.

Algo muito estranho aconteceu.

Simplesmente aconteceu de que após a caneta ser solta naquela "coisa" ela ter reaparecido atrás de um dos cientistas em uma velocidade tão rápida que perfurou a cabeça dele (!) e ter ainda por cima perfurado a parede de 1 metro de espessura que separava o laboratório com a parte administrativa do prédio. O furo era tão perfeito que se aquilo não tivesse sido feito por uma caneta, teria sido feito por uma perfuradora, mesmo sabendo que não é qualquer perfuradora que faz um estrago desses em uma parede.

Nada foi comentado sobre o que houve lá dentro. O corpo do cientista sequer foi entregado para os familiares e o governo começou a supervisionar e vigiar mais ainda o complexo por onde se passavam as experiências... Isso atraiu um pouco a atenção do público e da mídia que começaram a elaborar teorias da conspiração sobre o que supostamente estaria acontecendo dentro do complexo.

Os mais inteligentes acabavam palpitando (corretamente) que alguma experiência envolvendo viagens no tempo deu errado e que por isso o exército estava para garantir que ninguém soubesse. Mas isso era negado pelos cientistas e pelo exército e essas pessoas eram vistas como loucos paranoicos... Dessa vez foi a própria sociedade que negou o que estava acontecendo!

Entendo, é assim desde os tempos da Grécia antiga, quando Sócrates começou a fazer o povo pensar e foi sentenciado.

As pesquisas começaram a ficar mais intrigantes para os cientistas. Descobriram uma maneira de ajustar as coordenadas geográficas, podendo assim escolher onde determinado objeto surgiria após terminar sua viagem no tempo... Isso demorou pelo menos 30 anos até descobrir uma maneira de determinar um "ponto zero" no Universo. Deram o nome de "hiper-salto" (ou abreviado como HS).

Mas o hiper-salto era mais complexo do que parecia: suas possibilidades eram praticamente infinitas e conseguiam quebrar a barreira astronômica com ele. "Uma utopia está por vir!" diziam os governos mundiais. Mas era necessário aperfeiçoar o hiper-salto e se certificar que material orgânico poderia passar pela fenda.

Porém, os cientistas teriam ganhado a resposta para essa pergunta quando - em um acesso de loucura talvez - um dos cientistas resolveu ligar a máquina com ele dentro. Ele quis ser transportado para 10 anos para o passado para impedir que sua mulher fosse morta por uma doença que tinha cura desenvolvida. O que aconteceu é que a fenda dimensional o "rejeitou" sendo que quando ele teria saído da fenda era como um amontoado de carne e ossos. Apenas o material inorgânico (tecidos e o vidro com a vacina) foram para o passado.

Talvez o remédio tenha chegado ao lugar, já que com o aperfeiçoamento das coordenadas, os objetos agora "freiavam" quando terminavam a viagem.

O que deveria ser um choque para os cientistas, apenas foi uma oportunidade de postular teorias para o transporte no tempo de seres vivos. Mais e mais anos passaram até conseguirem descobrir que existiam duas viagens no tempo: a que transportava materiais orgânicos e a que fazia o mesmo com inorgânicos. Se uma fenda que transporta matéria inorgânica entrar com matéria orgânica, a matéria orgânica é "vomitada" e a inorgânica viaja no tempo.

Os cientistas ficaram animados e começaram as primeiras experiências com matéria orgânica. Mas, como dizia aquela frase: "quanto mais perto você chega da verdade, mais medo você tem dela". Coisas estranhas começaram a acontecer no complexo.

Cientistas relatavam serem acordados por sussurros, outros acabaram achando objetos estranhos em seus armários e documentos de seus óbitos antes mesmo deles acontecerem. A maioria tinha como causa de morte "acidente durante experiência" e carimbos do exército e da instituição que cuidava do complexo de pesquisas. Eles começaram a ter medo, e muitos queriam sair do complexo e parar de trabalhar com as viagens no tempo... Pela primeira vez, começaram a ter medo das consequências de mudar o tempo.

Os testes continuavam a progredir lentamente, já que a taxa de sucesso era de 10% apenas. A maioria dos animais que atravessavam a fenda acabavam sendo encontrados em locais quase inimagináveis do complexo: no vaso sanitário do banheiro, entre as grades e assim por diante. Os militares foram instruídos para que ninguém saísse do complexo... Agora o complexo era a casa de quem trabalhava lá.

As coisas continuaram a piorar: alguns funcionários relataram ter visto eles mesmos acenando alegres, no lado de fora do complexo, entre as grades. Com a tensão aumentando, os militares dobraram a segurança e tinham permissão para atirar em qualquer coisa que fosse vita fora da base.

Colocar guardas dentro do complexo para vigiar os cientistas foi uma péssima ideia. Quando eles achavam no armário deles fotos deles mesmos mortos... Aparentemente assassinados por algo ou alguém. Eles acabavam paranoicos e tinham que ser afastados, isso quando eles não se suicidavam.

Os cientistas começaram a abrir a inscrição de cobaias para os experimentos. Só eram aceitas pessoas que tinham doenças terminais e queriam ir para o passado reviver os momentos mais felizes. Foi um processo muito lento e o que acontecia com essas pessoas era acobertado... A verdade é que acabavam sendo rejeitadas pelo portal, o que foi interpretado pelos cientistas que apenas algumas pessoas podiam atravessar o portal.

No dia em que a primeira cobaia passou pelo portal e foi transportada para 20 segundos antes de entrar no portal, foi um choque. Mas não só para os cientistas que quando perceberam que digitaram as coordenadas de forma errada e haviam materializado ele em uma parede, entraram em pânico. Para evitarem que houvesse um "loop temporal" e que o cadáver dele fosse transportado várias vezes para a parede interminavelmente, fecharam a fenda antes dele poder passar.

O pior disso tudo não foi o fato da cobaia ter ficado chocada ao ver uma cópia dele mesmo morto na parede, mas sim que após esse episódio uma estranha mancha negra ficou na parede. Talvez porque a matéria do corpo se fundiu com a parede.

Dessa vez, os funcionários relataram ouvir passos durante a noite, mesmo com os corredores extremamente vigiados. Os soldados também ouviam, mas diziam que não haviam ninguém lá. Outras noites, acabavam sendo acordados por um barulho muito grande ou então tinha a sensação de alguém estar vigiando eles.

No dia em que um deles viu dois olhos brilhantes olhando fixamente para ele e ter gritado por socorro, quando os guardas arrombaram a porta de seu quarto acharam ele morto, com a mandíbula deslocada e sem os olhos.

O governo começou a ficar preocupado, cuidou para que nada vazasse para o público. Dessa vez, os soldados queriam fugir, mas eles não foram permitidos, pois as ordens era que ninguém poderia sair de lá a não ser que fosse morto.

Após 13 casos de pessoas mortas em seus quartos e múltiplas aparições do homem de olhos brilhantes, um pequeno grupo de cientistas que continuaram sãos pesquisaram a fundo essas aparições e descobriram nas fitas de segurança que a criatura se teletransportava da parede em que a cobaia teria se materializado. Os cientistas colocaram um "grampo" e detectaram a origem do sinal... Ela tinha origem de outra dimensão.

Mandaram um soldado voluntário para a dimensão. Conseguiu entrar na fenda e quando voltou, 20 segundos depois de ser transportado estava completamente transtornado, nu, sem as órbitas dos olhos e coberto de sangue, chorando constantemente e repetindo o nome "Beliel" repetidamente.

Os cientistas só puderam chamar aquela dimensão de "inferno". O hiper-salto começou a sair fora de controle. Agora não era só no complexo que apareciam aquelas "coisas", era por todas as partes. Apareciam nas cidades, no interior... E sempre ficavam vigiando as pessoas, as seguindo, apenas esperando que quando notassem suas existências pudessem dar seu último grito.

O pandemônio se espalhou rápido e os boatos começaram a virar uma realidade pessoal para cada ser humano. O pior de tudo foi quando uma fenda dessa dimensão desconhecida se abriu sob o céu e várias daquelas "coisas" começaram a sair. Elas tinham asas, chifres, espirravam fogo e rasgavam as pessoas com violência. Por causa da fenda, eles não apareciam só de noite, começaram a atormentar continuamente os humanos e começaram uma carnificina que foi interpretado por muitos como o "juízo final".

Os cientistas descobriram que eles estavam procurando alguma coisa no tempo. Após ficarem anos ocupando a Terra, eles descobriram como usar o "hiper-salto" e começaram a voltar no tempo, procurando por cada brecha o que eles procuravam.

Agora vem a parte que eu queria chegar. Eles procuram algo que só você tem. Algo que minha geração perdeu e que nos fez igual a eles. Mandei essa mensagem como última esperança, tenho certeza que você fará a coisa certa... Que vocês farão a coisa certa e farão tudo dar certo. Só posso oferecer quatro ensinamentos.

O primeiro ensinamento: Nunca deixe ser guiado pela curiosidade. Ela irá fazer você ficar tão intrigado com o que há no fundo do abismo que fará você pular nele.

O segundo ensinamento: O tempo é implacável, imperdoável e irreversível. Alterar ou controlar ele não foi algo destinado a mortais. A tentativa de alterar isso resultará em consequências inimagináveis.

O terceiro ensinamento: Às vezes, seguir o lema "se não pode com eles, junte-se a eles" não é uma boa ideia. É isso o que "eles" esperam. E eles são piores com os inocentes.

O quarto e último ensinamento: Nunca, mas NUNCA diga que algo pode ser impossível/improvável de acontecer. Pois é isso que "eles" querem que você pense.

Por último, você acha que é impossível que algum demônio apareça hoje à noite?