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sábado, 10 de dezembro de 2011

Sanidade

Olá leitores do blog! Dessa vez, recebi um e-mail esquisito e resolvi postar para vocês. Bem, sei lá quem foi o idiota que começou essa corrente, mas apenas vou postar aqui para não precisar me preocupar. Outro motivo para eu postar isso aqui é que parece bastante com uma creepypasta.



Algumas coisas devem permanecer sem respostas. É essa a maneira que as coisas funcionam e é essa a maneira que as coisas tem que ser. Aprendi isso da pior forma.

Tudo começou quando eu havia me mudado para uma cidade pequena no interior. O clima era frio e ainda era inverno, sendo que as ruas ainda estavam cobertas de neve. Sempre que eu olhava para cima eu via um céu cinzento, e isso me deixava meio desanimado, pois havia me mudado há 1 mês e continuava aquele clima estranho. Os meteorologistas não eram capazes de explicar o porquê do clima.

Eu estava voltando para casa e notei uma coisa que não havia visto antes: era uma espécie de buraco em um muro. Parecia que alguém havia aberto ele com um martelo. Fui mais perto para examinar melhor o lugar e como o nevoeiro não me permitiu, percebi que havia uma trilha através daquele buraco. Eu nunca imaginei que havia uma floresta por trás daquele muro, só achava que era um muro velho.

Achei junto com o martelo um mapa. Tinha um mapa da região e um círculo marcado onde deveria estar a floresta. Seja quem for que fez um buraco no muro, deveria estar desesperado para largar o martelo e o mapa em um lugar onde qualquer um poderia pegar.

Eu ainda tinha tempo de sobra, e só precisava chegar em casa às 19 horas. Por isso, decidi pegar o mapa comigo e seguir pela trilha.

À medida que avançava pela trilha, achei em uma árvore marcado alguma coisa com estilete. Lá dizia:

"Os poucos"

Que tipo de maluco iria escrever algo assim em uma árvore? A frase não tinha sentido, por isso continuei pela trilha. Achei mais uma vez algo marcado em uma árvore:

"Demônios aproximando"

Essa frase me deixou um pouco tenso. Bem, eu sabia que demônios não existiam, são apenas parte da imaginação de pessoas que estão em sanatórios no momento. Eu pensei que era hora de voltar para casa, eu olhei para meu relógio e ainda eram 17:18. O que eu poderia fazer? Estava curioso, e provavelmente é algum engraçadinho que colocou aquelas inscrições nas árvores para me assustar!

De acordo com o meu progresso pela trilha, a paisagem ia mudando. Não era 19h, mas já estava escurecendo e as mensagens nos troncos iam apenas piorando. Pareciam que não foram feitas com estilete, mas sim sendo arranhadas por alguém. As letras estavam vermelhas, como se a pessoa que tinha escrito aquilo tinha feito com as próprias mãos e com desespero.

"Atacam com seu sangue frio assassino"

"Apenas eu"

"Os S?t?ns"

"Inocentes"

A última mensagem me fez entrar em desespero, pelas letras estarem praticamente irreconhecíveis, e o pior: parecia que a árvore sangrava.

Ela estava gotejando sangue das palavras. Eu olhei para meu relógio e ainda estava marcado como "17:18". Mas como é possível??? Eu não posso ter andado tudo aquilo sem gastar um segundo! Meu relógio havia parado desde que entrei por aquele buraco. Então, comecei a correr, fazendo o caminho inverso, voltando desesperado para onde estaria o muro.

Quando finalmente cheguei onde estaria o buraco por onde entrei não havia nada... Nunca havia existido buraco. É como se o muro nunca tivesse sido destruído por lá, ele continuava velho e feio como sempre foi.

Eu olhava com pavor, tentava de alguma forma escalar o muro, mas ele era muito alto. Notei que o céu continuou a escurecer ainda mais. Então foi aí que ouvi uma voz atrás de mim:

"Você nunca mais poderá voltar..."

Olhei para trás e vi a figura de um homem que parecia usar uma máscara e uma densa túnica negra. Assim, eu gritei para ele:

"Por quê? O que aconteceu com o buraco?"
"É muito corajoso de sua parte vir aqui."
"Não mude de assunto!"
"Você leu o aviso que deixamos para quem passasse o buraco?"


Assim me lembrei do mapa e do martelo. Peguei o mapa e notei que tinha algo escrito na parte de trás dele, com algo vermelho. Dizia:

"Deixai, ó vós que entrais, toda a esperança"

Eu fiquei de olhos arregalados e senti minha face empalidecer. Aquela frase é um aviso que estaria no portão do inferno. Eu lentamente olhei para o homem mascarado e gaguejei:

"I-isso s-s-só pode ser uma brincadeira!"

"Eu reconheço essa expressão. É a expressão de quem geralmente descobre que lugar é esse. Que descobre qual será seu destino."

"Eu quero voltar para casa..."

"Mas não poderá. Aceitaste o desafio e ignoraste o aviso. Agora se juntará conosco para sempre, no seu sofrimento eterno!"


A voz do homem mascarado estava mais distorcida e parecia que ele estava aumentando. Não pude evitar gritar de horror quando atrás dele, lentamente labaredas estavam florescendo das árvores e a escuridão começava a imperar mais e mais.

O homem então apontou para uma vala e disse:

"Admire sua cova enquanto pode vê-la. Quando as trevas finalmente imperarem, você entrará em desespero como os outros estúpidos mortais que entraram aqui."

Cheguei perto daquela vala rasa, e encontrei uma pilha de corpos carbonizados. Quando me virei, o homem estava perto de mim. Eu dei um soco nele e abaixei minha cabeça. Vi que sua máscara estava no chão... A única coisa que pude fazer foi olhar para a máscara no chão, eu estava com medo de olhar para o rosto de quem usava.

Apenas olhei para a máscara e ouvi aquele ser respirando, sem ter alterado seu humor mesmo após ter batido nele. A última imagem que me lembro foi de ver o chão escurecendo e ter a sensação que aquele ser apenas ia aumentando.

No final, eu levantei meu olhar e vi por uma fração de segundo a face dele... Eu queria não ter feito aquilo.

No final, só se deu para ouvir meu próprio grito em meio a escuridão. Eu estava sozinho.

Mas sabe o que é? Quando você acaba sendo morto em um lugar como aquele, sua alma não se esvai, ela fica presa naquele lugar para sempre, com uma condenação. A minha condenação é passar essa mensagem para as outras pessoas. Para que essas pessoas tolas acabem lendo a frase que as condenará ao mesmo destino. Uma hora ou outra elas acabarão de frente ao portão do inferno e o adentrarão sem sequer perceber que lugar é aquele.

Eu vou facilitar as coisas para você. Leia apenas as palavras negritadas.
Ah claro... Hoje eles irão buscar algo em sua casa. A resposta está no texto. Se você for esperto, irá impedi-los.

Como disse, algumas coisas devem permanecer sem respostas...

domingo, 13 de novembro de 2011

Onde habitam as sombras

Na mais completa e profunda escuridão, o velho Jerônimo contou ao visitante que mostraria o lugar onde as sombras habitavam, em sua residência. Ainda contaminado por um descrédito imensurável, Olavo soltou o ar pelas narinas, demonstrando impaciência, e comunicou que já havia esperado a última hora inteira no mais escuro dos breus, porém o anfitrião ainda não havia revelado o local onde as ditas sombras viviam.


O visitante havia sido conduzido àquela pequena sala por Jerônimo, o cego, que residia sozinho naquela pobre vivenda há muitos anos. O mais velho avisou:

— Olavo, você bem sabe que prezo muito sua amizade. E ratifico meu agradecimento a você por atender meu chamado.

Subitamente, após uma pausa, o idoso declarou:

— Meu fim está perto. Este fraco coração que bate em meu peito e minha idade avançada me derrubarão em pouco tempo.

— Pare com isso, Jerônimo - interveio o convidado. - Você não vai morrer agora. O doutor Eliseu está lhe assistindo. Ele é um ótimo médico e lhe visita aqui em sua residência há muitos anos...

— Não há muito o quê fazer - o velho interrompeu, bruscamente. - Atualmente a medicina é tão incipiente que ainda recorre às ervas medicinais. Temo que por toda essa década de setenta nada poderá ser feito. E meu fatigado corpo não suportará mais quatro anos, isto é, não conseguirei atingir a próxima década. Mesmo assim serei feliz quando morrer.

— Não diga isso, caro amigo. Lute pela vida.

— Nobre amigo, eu já tentei essa alternativa. No meu atual estado, é somente uma ilusão. Um perverso delírio inalcançável. Por agora, só preciso que você veja as sombras e passe a acreditar em suas existências. Elas ditarão os caminhos, a partir desta data. E se você ousar combatê-las, seus olhos serão cingidos e inominável dor tomará conta de suas órbitas.

A conversa prosseguia na escuridão.

— Podem até existir, afinal, ao se fazer um jogo de luz, elas surgirão. Mas não creio deste ponto em diante. Não creio que elas possuam vida própria. Não creio que elas são más. Não creio que elas se destacarão das paredes e virão ao nosso encontro. Não creio em nada disso. Para mim, são somente meras acompanhantes.

— Ouço o timbre de sua voz, amigo. Está insuflado por um sentimento que tive há anos, quando as conheci. O medo! Mas, em parte, você tem razão. Elas nunca se destacarão das paredes - Olavo riu nervosamente. Era seu único recurso contra a certeira afirmação do outro. O velho Jerônimo continuou:

— Vou acender a vela - o velho, mesmo cego, teve certa agilidade para encontrar a vela que jazia sobre o antigo candelabro, na mesa.

— Peço ao amigo que me perdoe. Rogo que não guarde rancor deste velho que não enxerga.

— Acenda! - a voz de Olavo vacilou de medo.

Jerônimo riscou o fósforo e Olavo viu os olhos, cujas escleróticas tendiam para um matiz amarronzado, e as íris, coloridas com um triste azul opaco, do ancião. Do antigo e pálido rosto, depreendia-se que havia passado por anos e anos de sofrimento e clausura. Então, algo chamou a atenção do visitante. Um reflexo enegrecido passara - tão rápido como um piscar de olhos - da íris direita para a esquerda, do velho Jerônimo. Instantaneamente, Olavo empertigou-se na deletéria cadeira, fazendo-a arrastar-se um pouco no chão empoeirado.

— O que foi isso nos seus olhos? - o visitante sussurrou, fazendo a chama tremeluzir com o ar expelido por sua fala.

Enquanto Jerônimo fazia a chama do palito arder o barbante crestado da vela, emitiu um sorriso que mostrou a gengiva desprovida de dentes e logo em seguida revelou:

— São elas. Como disse, em parte você estava com a razão. Imaginou que estavam na sala? Chegou a ponderar que elas poderiam utilizar as paredes e o chão para se locomoverem? Achou que viviam ao meu derredor? Enganou-se, estimado amigo. São parte de mim há décadas. Obumbraram-me a visão por anos e anos. E com o fim, abençoadamente próximo, desse corpo senil, é imperioso - para o bem de minha alma - que as entregue a outro, digamos... guardião. Perdão, nobre amigo, mas é assustadoramente necessário. Elas querem. E quando elas querem e não são atendidas... a dor se avizinha.

No segundo seguinte, um feixe tão escuro quanto a noite saltou dos olhos do velho Jerônimo em direção as íris castanhas de Olavo. Este nada fez, apenas permaneceu entorpecido com o bailar ondeado e nefando que lhe toldava a visão. A cabeça do visitante continuou ereta, mas a pele certamente envelheceu alguns bons anos após a transposição das forças sobrenaturais. Os olhos do novo mantenedor do mal ficaram iguais aos de Jerônimo. Com o rosto encovado, Olavo não conseguiu ver, pois já estava cego, mas o cadáver de Jerônimo, num movimento espasmódico, caíra da cadeira e começara a enroscar-se em si mesmo, como se estivesse sendo revirado para dentro de si, qual um pedaço de plástico se comporta ao ser atirado ao fogo. Os ossos quebraram paulatinamente, o cadáver encolheu rapidamente até que sumiu. A tudo o novo guardião ouviu com atenção e horror.

Para Olavo só restaria esperar o momento em que as sombras desejariam deixá-lo e ingressar em novo corpo. Com sorte e com o passar dos anos, ele poderia convidar o doutor Eliseu e apresentar aquele antigo mal que naquele maquiavélico momento maculava seus olhos e administrava suas ações.

sábado, 15 de outubro de 2011

Leon Czolgosz

Em 6 de Setembro, Leon Czolgosz foi a exposição com um revolver Iver-Johnson calibre 32 "semi-automático" que havia comprado.

Com a arma encoberta por um lenço de bolso em seu paletó, Czolgosz se aproximou da procissão do presidente McKinley, que permanecia na linha de recepção do lado de fora do Templo da Música comprimentando o público por dez minutos. As 16 horas, Czolgosz consegue chegar até McKinley, que quando foi estender a mão para cumprimentá-lo, teve a mão empurrada e recebeu 2 tiros no peito, feitos pelo revólver de Czolgosz.

Leon Czolgosz foi parado pelo público que o imobilizou e o espancou tanto que quase ele poderia ser morto ali. Foi levado a cadeia de Auburn em que, logo após o seu longo julgamento de oito horas recebeu a sentença de morte na cadeira elétrica. Quando perguntou ao diretor da prisão se seria transferido para Sing Sing (outra cadeia) para receber a sentença, se mostrou muito surpreso por Auburn ter sua própria cadeira elétrica.

Antes de sua execução, as últimas palavras de Leon Czolgosz foram:

"Eu matei o presidente porque ele era o inimigo da boa gente, dos bons trabalhadores. Não sinto remorso pelo meu crime."

No entanto, quando os guardas começaram a prender ele na cadeira elétrica ele disse:

"Lamento não poder ter visto o meu pai"

Após a sua morte, jogaram ácido sulfúrico no corpo de Czolgosz junto com suas roupas e cartas. O objetivo era para que nunca ninguém as lê-se para conhecer seus argumentos por ter matado o presidente.

Só que tem uma coisa muito interessante: entre essas cartas, uma delas tinha um selo datado ao ano de 2218 e em outra, um cartão de plástico com números e códigos de barra.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Nome

Como é estudado na história, houve várias culturas que começaram a evoluir separadamente e assim por diante, cada um desenvolvendo suas próprias línguagens, culturas, deuses e etc. No entanto, não importa onde você vá, sempre haverá um nome.

É, aparentemente, o nome desta pessoa que supostamente irá crescer até se tornar um assassino em massa, ela irá acabar com toda a vida de milhares de pessoas inocentes. Dediquei minha vida inteira para descobrir quem é essa pessoa e para deter ela. No Egito, o nome é Kiveru. Na Grécia, é Neropa. Peru, Gevya. Mesmo os maias têm sua versão do nome: Kithluk. Eu passei muitas décadas de aprendizado dessas línguas e aprender a traduzi-las, e eu finalmente totalmente decifrei o nome. O nome de quem vai fazer o planeta azul, uma rocha fria sem vida e desabitada. Eu aprendi que a pessoa em questão visita este site muito e provavelmente está lendo isto agora. Se você está lendo, eu sei o que você planeja fazer. Estou indo até você. Eu não vou descansar até que você se vá deste mundo. Garantirei que você não faça aquilo que pretende fazer com todas aquelas pessoas.

Estou indo até você.

REM



Tudo teria começado com uma descoberta comum. Feita no final de 2011, cientistas descobrem que durante o estágio do sono REM (Rapid Eye Moviment, em inglês) o corpo humano teria capacidade de gerar energia. Todos sabem que durante o REM que os sonhos começam a ficar mais intensos e seria daí que tirariam a energia.

Alguns futurólogos teriam feito piadinhas que pessoas seriam pagas para ficar dormindo em fábricas, enquanto usam a energia de seus sonhos.

Em 2020, o petróleo começa ser uma fonte de energia cara. O esgotamento era previsto para 2050 e os governos da Terra começam a correr atrás de uma fonte de energia maior. Com o preço do petróleo subindo, surge uma nova empresa chamada Dream Power Inc de origem inglesa.

A empresa teria criado uma máquina que poderia captar toda a energia que uma pessoa possui durante o REM. O estranho é que ninguém sabia do passado da empresa. Porém, em crise de energia, a Dream Power Inc lidera facilmente a lista de maiores empresas produtoras de energia do mundo.

Qualquer um poderia sonhar: idosos, adolescentes, deficientes e etc. Qualquer um que se habilita-se para a produção de energia era uma fonte potencial para a empresa. A Dream Power parecia ser uma das melhores coisas que aconteceram durante o século XXI. Mas aí as coisas começaram a tomar rumos mais dramáticos.

Em fevereiro de 2022, em uma das instalações da Dream Power na China descobriram que uma pessoa poderia gerar o dobro de energia durante um pesadelo do que quando tem um sonho convencional. Para os demais países isso não fazia a menor diferença, mas a China, Coreia do Norte e Rússia começaram a fazer pesquisas para criar uma droga que fizesse com que as pessoas tivessem pesadelos.

Depois de várias tentativas de sintetizar a droga, finalmente conseguem descobrir uma maneira de fazer as pessoas terem mais pesadelos: implementariam nas mentes das pessoas usadas como fonte de energia imagens de violência explícita e de gritos sofríveis de maneira subliminar. Fariam isso antes delas começarem a sonhar. Parecia ter dado certo: a energia havia crescido o dobro.

Os outros países viram a demanda de energia crescer, e foram obrigados a usar pesadelos para produzir mais energia. Dessa vez, começaram a obrigar que as pessoas assistissem vídeos de pessoas sendo torturadas e verem slides violentos antes de dormirem. O efeito foi ainda mais poderoso. Dessa vez, os países queriam ficar ainda mais poderosos e deixaram de usar o método subliminar e começaram a usar o método explícito... Mudaram a alimentação dos participantes da Dream Power para fazer com que ficassem mais propícios a terem pesadelos.

Assim, a Dream Power Inc consegue diminuir as gigantescas câmaras que antigamente usavam para captar a energia dos sonhos para uma caixinha de metal que tem mais ou menos o tamanho de uma bola de futebol. Os governos começam a comprar tais ferramentas e fazem produção em massa desses "Cubos dos Sonhos" como foram chamados. Agora toda a população tinha a energia de seus sonhos captados pelos Cubos, sem que precisassem entrar em uma câmara, já que o Cubo funcionava como um campo de captação eletro-magnética.

As pessoas começaram a pagar menos dinheiro pela conta da luz, já que a energia apenas aumentava. Mas poderia aumentar ainda mais. Por isso, a Dream Power criou uma estação de rádio e um canal de TV que reproduziria sons estranhos, imagens de violência e de puro terror para fazer aumentar o número de pessoas que tinham pesadelos. Assim, a geração de energia ficou imensa.

A questão da energia ficou tão irrelevante que surgiu outro problema. A ganância. Os governos queriam mais energia, por isso, abandonaram a questão da ética e começaram a pôr "Cubos dos Sonhos" em todos os lugares: escolas, hospitais, casas... O pior de tudo era que as imagens de violência eram exibidas em Outdoors e telões.

As pessoas começaram a ficar paranoicas: tinham medo do que poderiam sonhar quando fossem dormir e começaram a ficarem acordadas o máximo possível. Todos ficaram assim, menos os líderes que controlavam tudo e a Dream Power que apenas aumentava mais ainda as imagens de assassinatos e de torturas.

A realidade ficou tão turva para as pessoas que agora elas podiam ver seus demônios de seus pesadelos em qualquer canto que olhassem. A Dream Power então criou o projeto final e apresentou para os governos. Este projeto colocaria a população inteira em um sono eterno, sendo assim que isso geraria energia eterna para eles, sendo que continuariam a ser estimulados por meio de uma substância que continuaria a incentivar a criação de pesadelos. Alguns cientistas se rebelaram e acabaram se recusando a ter um pesadelo sem fim.

Esses cientistas passaram anos escondidos, mas acabaram criando um programa que logo hackeou toda a rede dos "Cubos dos Sonhos". Este programa iria ajudar a guiar a pessoa para fora do pesadelo, assim acordando e estando livre das ações da Dream Power. O que os cientistas descobriram era que o programa começava a amenizar os efeitos dos pesadelos contínuos, transformando o pesadelo da pessoa em algo mais tranquilo o que poderia ajudar a pessoa sair o mais rápido possível do pesadelo.

Esta mensagem vem de seus benfeitores, que estão tornando o seu pesadelo em algo melhor para que você possa sair dele algum dia. As últimas recomendações é que você fique longe dos elementos que tornam o seu pesadelo algo pior e que gere mais energia para os tiranos que o puseram nesse Universo Artificial que é o cérebro humano. Fique longe da TV, das imagens chocantes, das notícias e especialmente dos contos de terror...

Negue a história deles o máximo possível. É a única saída.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Esperança

Uma brisa suave soprou pelo vale, empurrando as nuvens de forma suave através do céu. A grama alta e verde repetiu o movimento no céu, balançando suavemente como a luz do sol fresco que se estendeu até o horizonte distante. Pássaros cantavam suavemente em uma árvore em cima de uma pequena colina, lançando sombra em cima de uma figura solitária.

Ele se mexeu um pouco durante o sono, e, gradualmente, acordou. O homem levantou-se lentamente, trêmulo, e olhou ao redor.

Ele não tinha visto tanta beleza antes.

O homem conhecia aquele lugar. Ele colocou um pé na frente do outro, e começou a avançar. Seu progresso foi lento, doloroso mesmo, mas o seu ritmo acelerava a cada passo. Logo, ele foi correndo despreocupado ao longo do vale, seus passos leves e suaves.

Ele subiu um monte, e foi capaz de ver uma pequena cidade à distância. Ele ficou olhando por um bom tempo. O sol ainda estava alto no céu.

O homem desceu o morro correndo, em direção ao pequeno aglomerado de casas. O sol afundou gradativamente atrás dele, e as nuvens escuras começaram a aparecer de forma sutil.

Passos do homem estavam agora enormes, quase saltos. O homem disparou sobre os campos de flores serenas, cheias de vida e de cores vibrantes. O sol afundou mais ainda, o céu ficou mais nublado, mas ainda haviam cores vivas.

O homem saltou e voou pelo ar, rodeado por uma beleza indescritível de tal forma que as lágrimas escorriam pelo seu rosto. Ainda assim, ele continuou indo para a cidade. Ainda assim, o sol continuou desaparecendo; as nuvens continuaram a se reunir.

Ele agora estava perto o suficiente para que pudesse ver muitos habitantes da pequena cidade. Todos os seus amigos, toda a sua família, apenas um batimento cardíaco de distância. Um soluço pequeno escapou da garganta do homem que viu sua esposa e filhos em pé na orla da cidade, esperando por ele. Ele continuou correndo até eles com toda sua força, impulsionando-se em seus braços acolhedores.

O sol desapareceu no horizonte, e o mundo foi consumido pelo fogo. Um par de cães correram para fora das chamas, e agarraram o homem, arrastando-o de volta para as chamas. O homem agarrou a sua família, mas as criaturas seguraram ele forte e tiraram ele do alcance. As nuvens cobriram o céu, caindo em uma noite escura. Começou a chover fogo na pequena aldeia, matando seus habitantes e destruindo a paisagem.

O homem chorou de horror, enquanto observava seu mundo sendo destruído novamente. Ele tinha quase conseguido, desta vez.

O Inferno seria um lugar mais fácil, se não houvesse esperança.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Eu preciso de ajuda



Eu nunca pedi para saber sobre as coisas antes delas acontecerem. Eu não quero saber quando as pessoas vão morrer.
A Morte, porém, tem sua própria maneira de fazer as coisas.

Tudo começou quando eu estava navegando pela internet... eu não deveria ter visitado aquele site... Tropecei em um ritual. Tudo que precisava era um par de velas, uma faca, e algumas gotas do meu sangue e eu seria capaz de prever o futuro. O ritual alertou que o futuro não poderia ser mudado, "mas o que diabos eu me importo?". Eu ia fazer uma fortuna.

O ritual foi perfeito. Bem, quase... Eu nunca fui bom com a dor, nem a visão de sangue. Dito isto, eu queria acabar com isso rapidamente. Muito rapidamente.

Cortei rápida e profundamente o meu pulso. Com ele sangrando, uma figura encapuzada apareceu diante de mim. A Morte.

Ele me disse que em troca de alguns anos de tortura, eu poderia continuar vivendo. Minha tortura seria saber quando as pessoas que eu entrar em contacto de alguma forma vão morrer. Eu não vou, no entanto, ser capaz de parar isso. Se eu tentar, eu vou morrer.

Eu olhava, indefeso como minha mãe, irmão e esposa morriam e não havia uma coisa que eu poderia fazer sobre isso.

Eu vi tudo, perfeitamente, antes de acontecer. Semanas antes.

Eu estou colocando esta mensagem aqui. Espero que esta mensagem chegue até você a tempo.

Eu realmente me importo com você, por isso preste bem atenção.

Você vai morrer.

Estou te avisando, não saia de casa, você estará protegido aí. Não fique no escuro, esteja atento.