sexta-feira, 19 de abril de 2013

Pescadores

Presumo que para você, leitor, deve ser comum parar tudo que faz para atender um telefonema. Um telefonema? Não digo um comum. Este tipo de telefonema é mais elaborado - complexo. Ocorre em raras ocasiões.

Geralmente, diz coisas importantes, por isso não é bom ignorá-lo. Quem está do outro lado da linha também é importante, mas acima de tudo, sua resposta é vital.

Presumo que não entenda o que digo. Vou simplificar melhor. 

Desde que o telefone existe, a comunicação evoluiu de tal forma que notícias e mensagens que ocorreriam em meses levam apenas segundos para serem trocadas. Seu tio comprou uma casa nova? O cachorro do seu primo morreu? Tudo isso em questão de segundos. Não é mais novidade.

Entretanto, "A Ligação" começou a acontecer nos anos 90, quando os telefones fixos conheciam um de seus primeiros fins: os celulares. As ligações ocorriam durante as tardes vazias dos donos do telefone. Quando atendiam, não ouviam nada - ou se ouviam, era apenas uma respiração ou o chiado de fundo das linhas. Ligações desse tipo eram consideradas enganos pela maioria... Contudo, ninguém pensa na voz ansiosa e no ouvido aguçado do outro lado da linha... Oh... Não.

Nesse tipo de telefonema, a pessoa certa tem de atender na hora certa e falar a coisa certa. 

Com o passar do tempo, houve a popularização dos celulares. As pessoas passaram a abandonar o telefone fixo para terem um celular - em prol dos negócios e da carreira pessoal. Mesmo assim, ainda haviam pessoas com o tão "aclamado" fixo. Com a diminuição de telefones fixos, houve um aumento de "Ligações" - as tais ligações especiais que tanto cito.

Dessa vez, passaram a ocorrer por volta do começo ao fim das tardes - raramente às noites. Quem telefona, ansiosamente espera que a isca certa atenda o telefone. Entretanto, isso exigia mais e mais ligações.

Apesar de tudo, o método não exigia tanta preparação dos aparelhos necessários: após ligar o canal de comunicação, era apenas recitar os mantras proibidos enquanto a isca atende seu telefone, sem se dar conta da captura da alma. O importante é ouvir sua voz, canalizá-la e identificá-la. Dessa maneira, a "safra" é garantida. Diria que esta é a parte mais complicada, uma vez que o timbre da voz de cada pessoa é diferente, diferenciando um do outro, garantirá a captura da alma correta.

Devo admitir que ser um "pescador de almas" é realmente complicado, quiçá, um ofício de paciência: não admira que os métodos de capturar almas tenha evoluído a ponto de captarmos a voz de nossa isca por meio da ressonância dos fios do telefone. É um método curioso criado pelas criaturas do outro mundo em busca de alimento e energia vital - tão rara e necessária nos planos inferiores. 

Você não ouve nada porque é incapaz de ouvir. Somos capazes de falar em seu ser. Falamos coisas importantes, por isso, não desligue o telefone quando o telefonarmos.

Saberá que sou eu quando ouvir o nada. Apenas uma respiração, um chiado... O próprio silêncio. O número estranho que aparece para ti, o número que o assombrará.

E por favor, não fique quieto, sua voz é suave - e delicia-me ouvi-la. 


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Abatedouro da Alma



"O que nos difere dos animas? Dos outros seres?". Alguns filósofos ocuparam-se de sua questão, algumas vezes, dedicando ensaios apenas a essa simples - porém, complexa - pergunta.

E convenhamos, nunca houveram tantas respostas que confundiram nossas cabeças: alguns apontam que o ser humano é o único animal capaz de racionalizar. Outros dizem que somos tal como os outros animais. Alguns falam que nós somos os únicos seres vivos capazes de manipular a natureza a nosso favor, enquanto outros apontam que o caos é o melhor e o único destino para a humanidade.

Entretanto, nenhuma dessas respostas são plausíveis. O que os difere é alo que chama-se "Esperança".

Um boi no abatedouro não sente esperança, pois não consegue entender o que está acontecendo lá - e  mesmo que soubesse o que estaria acontecendo, sua reação seria domada pelo instinto de auto-preservação, algo que não é a "esperança" propriamente dita.

Agora, um ser humano em um abatedouro é outra história.

Como pode-se perceber, apenas seres racionais puderam desenvolver e representar tal sentimento tão complexo para nossos amigos animais. Entretanto, podemos dizer que a esperança não se passa de algo que evoluiu a partir dos "instintos" de auto-preservação e que se funde com outras coisas: otimismo e determinação. A certeza de que algo irá acontecer, mesmo que as probabilidades sejam inferiores a 1%.

Tão estúpido.

Ver a esperança como algo bom é a grande ruína do humano. Você não entende como me sinto ao ouvir as pessoas falando sobre isso. Sobre nossa maldição.

Sim, nós somos amaldiçoados. Para ser mais exato, fomos criados e programados para sentir a esperança. Somos nada mais que alimento para outros seres... Seres de outro plano que  esperam ansiosamente pelo seu alimento. Desse ponto de vista, não somos tão diferentes de bois num abatedouro, não é?

Você já pode ter notado em seu grupo de amigos ou então ao decorrer da vida que existem vários tipos de pessoas e que cada uma pensa respectivamente de uma maneira diferente, correto? Errado. De um ponto de vista geral e simples, existem três tipos de maneiras de ver a vida, cada uma delas torna mais fácil diagnosticar quanta esperança nós temos - e dessa formas, os seres extra-planares saberão quem está pronto para... Como nós dizemos? Partir.

As pessoas que pensam no presente são as mais comuns. Geralmente, seu nível de esperança é estável e raramente interessam Eles. Podem ser comparados com vegetais que não madureceram ainda. Mais tarde ou mais cedo, acabam partindo sem que Eles tomassem algum esforço para tal, por isso, geralmente tomam uma visão do mundo previsível: vivendo uma vida boêmia, vazia ou lenta. Como não têm expectativas para o futuro - e a esperança está profundamente ligada a isso - suas alma são apenas aperitivos. Alguns que caíram nas drogas e em outros vícios ostentam de uma alma apodrecida que Eles não tem interesse, deixando-os para serem devorados por seres extra-planares de nível inferior.

A segunda visão de mundo é a que trata do passado. Os indivíduos que desistiram de um futuro melhor e que vivem tentando afogar-se em seus antigos amores, dias de glória e felicidades. No  geral, não aceitam o presente e suas esperanças em tentar recriar o passado são tão grandes que fecham-se em um mundo só deles, pouco a pouco perdendo a sanidade e perdendo a vontade de viver. Usando a metáfora do abatedouro, seriam os bois que perceberam o que acontecia, tentaram pular as cercas e, frustrados por não conseguirem, correram para o abatedouro para diminuir sua agonia. Suas almas são corroídas por dentro e partem sem demora. Entretanto, Eles não gostam delas: são fracos.

A terceira e última se trata do futuro. Eis aqui um dos poucos indivíduos que Eles consomem, que apenas os  Elevados desejam. Entretanto, nem todos que olham para o futuro possuem as almas que Eles desejam: os ambiciosos, que usaram os outros como degrau para atingir o objetivo tão almejado possuem a alma apodrecida por dentro e os que sempre olharam para o futuro com medo, possuem almas pequenas e covardes.

Por fim, só restaram as pessoas otimistas e virtuosas. As que possibilitam que a "safra" saia como Eles queiram.

Isso mesmo, os reais demônios são os que enchem os outros de esperança. Mas não os culpe - os otimistas fazem isso involuntariamente. É como uma bala dentro de um revólver. Ela é o que mata, mas não é considerada o agressor. Afinal, a intenção da bala é apenas ser ejetada. O que conta mesmo é a intenção de quem puxou o gatilho.

Como se cria um otimista? Primeiro, dê tudo o que ele deseja logo que nasce. Pode fazer isso dando fortunas e felicidade durante a infância ou a adolescência. É um processo muito longo que compensa no final. Depois, tire tudo isso dele. Tire o que ele considera mais importante em sua vida.

Ele estava apaixonado? Dê um fim trágico ao seu amante. Ele finalmente conseguiu dinheiro para a faculdade? Faça uma doença surgir em alguém de sua família para que ele use o dinheiro. Ele é feliz? Ponha em sua consciência motivos para se sentir triste.

Tudo isso para que, quando o evento-chave ocorrer, o indivíduo seja povoado pela esperança - e assim, passe a desejar um futuro melhor.

Ele transmitirá sua mensagem com empolgação aos outros indivíduos, os outros dirão "se ele conseguiu, eu consigo!" e estarão fadados a serem alimentados com a esperança. E a esperança é a importante ferramenta que desenvolve as virtudes, a benevolência e a pureza que Eles tanto gostam. A doçura da alma dos esperançosos supera todos os prazeres que uma vida terrena já pôde experimentar.

Conhece alguém assim? Algum otimista que, com empolgação e paixão fala de seu futuro? Fala sobre a luta por um objetivo? Para um sentido em sua vida?

Quando ver esse sujeito, evite que os planos deles se cumpram. Estraçalhe com suas palavras os sonhos dele. Negue suas expectativas. Use da razão e das probabilidades para impedir que sua palavra se prolifere - e assim, você poder salvar os outros.

Vão te chamar de "gelo-seco", de "coração-de-pedra" ou até mesmo de "insensível" ao fazer isso com os outros (especialmente com as crianças). Mas, no outro lado, eles irão te agradecer. Quando descobrirem a terrível verdade. Que não existe esperança. Não existe sanidade. Não existem humanos e animais, apenas animais de almas suculentas e animais de almas podres. Não existe fuga. Não existe luta. Não existe resistência.

Só existe o abatedouro, no final do corredor... E uma verdade.

A de que a esperança é a última que morre.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Experiência dos Sentidos

Em 1983, uma equipe de cientistas profundamente religiosos conduziram um experimento de proporções radicais. Os cientistas teorizaram que um ser humano sem acesso a qualquer sentido ou qualquer outra forma de estímulo, seria capaz de perceber a presença de Deus. Eles acreditavam que os cinco sentidos vedados elevariam consciência, e assim um ser humano poderia realmente estabelecer contato com Deus pelo pensamento. Um homem idoso que alegou ter "nada para viver" foi o único voluntário para o teste. Para purgár-lo de todos os seus sentidos, os cientistas realizaram uma operação complexa em que todas as conexões nervosas sensoriais para o cérebro seriam cirurgicamente cortadas. Embora eles tenham cortado os sentidos, não privaram ele das funções vitais. Mesmo assim ele não poderia ver, ouvir, saborear, cheirar ou sentir. Com nenhuma maneira possível de se comunicar com sentidos ou mesmo o mundo exterior, ele estava sozinho com seus pensamentos.

Cientistas monitoraram ele através de uma tela que decodificava suas ondas cerebrais, convertendo em código binário que sera mais tarde interpretado e solucionado. Primeiro ele "falou" sobre o seu estado de espírito, frases arrastadas que, se pudessem ser ouvidas seriam. Depois de quatro dias, o homem alegou ser silenciado ouvir, vozes ininteligíveis em sua cabeça. Assumindo que foi um início de psicose, os cientistas deram pouca atenção às preocupações do homem.
Dois dias depois, o homem gritou que ele podia ouvir sua esposa morta de falar com ele, e ainda mais, ele poderia se comunicar de volta. Os cientistas ficaram intrigados, mas não estavam convencidos até que o sujeito começou a nomear parentes mortos dos cientistas. Ele repetiu informações pessoais para os cientistas que apenas seus cônjuges e pais mortos teria conhecido. Neste ponto, uma parcela considerável de cientistas deixaram o estudo.

Depois de uma semana de conversar com o falecido através de seus pensamentos, o assunto tornou-se aflito, dizendo que as vozes eram esmagadora. Em todo momento, sua consciência foi bombardeado por centenas de vozes que se recusou a deixá-lo sozinho. Ele freqüentemente se jogou contra a parede, tentando provocar uma resposta à dor. Ele pediu aos cientistas de sedativos, para que ele pudesse escapar as vozes de dormir. Essa tática funcionou durante três dias, até que ele começou a ter terrores nocturnos grave. O assunto repetidas vezes disse que ele podia ver e ouvir os mortos em seus sonhos.

Apenas um dia depois, o assunto começou a gritar e garra em sua não-funcionais olhos, na esperança de sentir algo no mundo físico. O sujeito histérico agora disseram que as vozes dos mortos eram ensurdecedores e hostil, falando do inferno eo fim do mundo. Em um ponto, ele gritou "Não céu, nem perdão" por cinco horas seguidas. Ele continuamente implorou para ser morto, mas os cientistas estavam convencidos de que ele estava perto de estabelecer contato com Deus.

Após o outro dia, o assunto já não podia formar frases coerentes. Aparentemente louco, ele começou a morder pedaços de carne de seu braço. Os cientistas correu para a câmara de ensaio e conteve a uma tabela para que ele não poderia se matar. Depois de algumas horas de ser amarrado, o assunto parou sua lutando e gritando. Ele olhou fixamente para o teto como lágrimas silenciosamente com listras em seu rosto. Durante duas semanas, o assunto tinha que ser manualmente reidratadas devido ao choro constante. Eventualmente, ele virou a cabeça e, apesar de sua cegueira, fez contato com os olhos focados com um cientista, pela primeira vez no estudo. Ele sussurrou "Eu tenho falado com Deus, e ele nos abandonou", e seus sinais vitais parado. Não havia causa aparente da morte.

Do Outro Lado


Como deve saber, nos tempos mais tenros do homem, ele era obrigado a caçar e enfrentar vários perigos. Se seu cérebro levasse muito tempo para entender que um tigre vai atacá-lo, provavelmente o homem morreria. Por isso, o nosso organismo age muito rápido em momentos de perigo: o cérebro registra mais memórias, a adrenalina o torna mais forte, as pupilas se dilatam...

Por isso, quando você for atacado por algum cachorro, por exemplo, suas memórias ficam confusas e a duração do ocorrido vai parecer maior do que realmente foi: seu cérebro trabalhou a todo vapor para garantir sua sobrevivência. Mas é justamente nessas situações que há coisas que são tomadas como inexplicáveis.

Há relatos de pessoas que passaram por momentos de vida ou morte e ouviram sons que não existiam, como gritos, latidos, sombras...

A maioria dos pesquisadores do assunto dizem que são alucinações - criadas pela própria pessoa. O pânico desestabiliza as funções neurais e os tais barulhos saem desse pequeno "bug".

Só que ninguém tem coragem de arriscar palpitar sobre a tênue barreira entre a vida e a morte. Alguém pode estar do seu lado e em uma simples fração de segundo, morrer. A vida nunca foi algo tão precioso e frágil, prova disso é que hoje todos optam por minimizar baixas e apelam para éticas humanistas e etc.

Quando alguém está, por exemplo, fugindo de um assaltante, a adrenalina é injetada no sangue, as pernas correm como nunca correram e essa pessoa pode ouvir os já citados sons tomados como "inexistentes". Eles não são inexistentes. Estão realmente ali.

Quando a tênue barreira entre a vida e a morte está próxima, ouvimos os sons daqueles que estão do outro lado. Dos lobos, das almas atordoadas, do bicho-papão... Tudo isso em uma linha invisível que nos separa "do outro lado". Certa vez me perguntaram, "você já passou por algo parecido? Realmente teve as tais alucinações?" E eu respondo:

- Eu não sei. Mas sei de uma coisa: algum dia, quando a morte bater a porta, eles estarão nos esperando... Do outro lado.




quarta-feira, 15 de agosto de 2012

SCP-018 - Superball


Item #: SCP-018

Classe Objeto: Seguro / Euclides

Procedimentos Especiais de Contenção : SCP-018 deve ser contida em metal especial dentro de um(1) m por um(1) m por um(1)m de caixa selada e forrada com estofamento sintético pesado. A caixa selada é então submersa no centro de um tanque de m 10 por 10 m por 10 m de polietileno de retenção. Se SCP-018 é quebrar a caixa, o polietileno e suas propriedades viscosas vão desacelerar a atividade cinética o suficiente para a recuperação adequada do pessoal de contenção. Pessoal que entra SCP-018 da câmara de retenção hão de usar plaqueamento especializado (encontrado dentro da ala de observação do SCP-018 ), e um aparelho de respiração antes de ser baixado para dentro do tanque de polietileno. Se SCP-018 é solto fora do tanque de polietileno, o pessoal são aconselhados a dirigirem-se em uma sala separada de portas estreitas ou escotilhas para isolar SCP-018 até que as equipes de contenção chegar.

Descrição: SCP-018 tem a aparência de uma bola feita pela empresa Wham-O, em 1969. Possui seis (6) centímetros de diâmetro e é de cor vermelha. Encontrado quando o █ █ █ █ █ █ █ █ █ █ empresa foi contatada para limpar um armazém que tinham mercadorias Wham-O nele. SCP-018 foi anotado por ser capaz de saltar com altura extrema. No primeiro pensava-se ser um agradável brinquedo de criança, no entanto, SCP-018 era capaz de saltar com mais de 200 por cento (200%) de eficiência (isto é, se cair um (1) metro,poderia saltar dois (2), em seguida, quatro ( 4), em seguida, oito (8), em seguida, dezesseis (16)). A bola logo se tornou um projétil perigoso, alcançando velocidades estimadas em mais de 100 km / h, causando danos materiais e ferindo cinco (5) pessoas na cidade de █ █ █ █ █ █ █ █ █ █ █ █ █. Ele veio para contenção depois de vários dias no lago das proximidades de █ █ █ █ █ █ █ █, e foi recuperado por pessoal SCP. Devido à velocidade do objeto - e a surpresa total por suas vítimas - nenhuma história de encobrimento foi exigida ou iniciada.



Documento # 018-04: Mensagem para █ O5-

█ █ █ █ █ █ █ █ █, espero que tudo esteja bem. A razão de eu escrever para você é porque eu acredito que encontrei um método mais eficaz para a recuperação de novos objetos SCP que escaparam. Sim, eu percebo que nós não tivemos qualquer progresso na engenharia reversa, por isso, com o uso do SCP-018 que permite que desafiemos as leis da termodinâmica, obteremos um método muito eficaz para a integração de novos objetos SCP, assimilando o codinome: Superball com Armaduras SCP-A5 . Apenas me ouça, que implantá-la na parte inferior de uma bota, como um dispositivo mecânico, e "ta-da", a armadura é agora capaz de saltar bem mais de um edifício. Além disso, se o utente tem o pé contra algo que eles querem morto, bem, vamos apenas dizer um pontapé, a tal "superbota" é extremamente útil. Tudo que preciso é a permissão para modificar uma das pré-existentes armaduras SCP-A5, e você será capaz de realmente capturar o █ █ █ █ █ █ █ █ █ █ █ █, além de qualquer outro objetos SCP que escapou . Confie em mim, quando é que eu te decepcionei no passado?

-Dr. █ █ █ █ █ █ █ █ █


Documento n º 018-06: Carta ao Dr. █ █ █ █ █ █ █ █ █

Dr. █ █ █ █ █ █ █ █ █,

Ao Agente de atribuição, █ █ █ █ █ █ foi emitido a sua modificação a armadura SCP-A5 em recuperar SCP-█ █ █, os resultados são mistos. Agente █ █ █ █ █ █ foi capaz de colocar o █ █ █ █ █ █ █ █ █ █ colar para SCP-█ █ █, persegui-lo e contê-lo por desmembramento. No entanto, devido a uma avaria do seu "dispositivo mecânico", ele foi lançado quase uma milha para o ar e sofreu duas pernas e sete costelas quebradas, um braço deslocado e uma fratura no crânio após bater na água do lago █ █ █ █ █ █ █ █ █ █ █ no caminho de volta para baixo. Repare nisso antes de autorizar sua armadura para uso comum.

Documento # 018-11: Mensagem para █ O5-

█ █ █ █ █ █ █ █ █, não se preocupe, ele é fixo. Mas, eu tenho mais algumas idéias. Se eu puder ser usar um pouco de água do SCP-006 , SCP-█ █ █ e, possivelmente, SCP-█ █ █, eu posso entregar-lhe um conjunto de armadura SCP-A5 em que um agente será capaz de capturar qualquer, se não todos, os objetos não atingidos SCPs. Tudo o que eu estou esperando é a sua aprovação.

SCP-017 - Pessoa de Sombra

Item #: SCP-017

Classe Objeto: Keter

Procedimentos especiais de contenção : SCP-017 está contido em um medidor de 0,169 pés cúbico (seis (6) pés cúbicos) em uma gaiola de vidro acrílico centralmente suspensa em uma sala de concreto medindo 5,5 metros x 5,5 metros x 4,27 metros (18 pés por18 pés por 14 pés) . Presos às paredes, o teto e o piso da sala são iluminados por holofotes de lâmpadas de arco apontados diretamente para a gaiola de acrílico, para garantir que SCP-017 esteja constantemente exposta à luz de todos os ângulos. Pessoal designado para a sala de controle SCP-017 são para monitorar a funcionalidade dos holofotes e do sistema gerador de emergência e chamar para a manutenção imediatamente após o conhecimento de uma lâmpada queimada ou um problema com o gerador.

A única circunstância em que é permitida a entrada de pessoal é para substituir as lâmpadas. Pessoas que entrarem na sala são obrigados a usar os designados ternos de corpo inteiro reflexivo, e devem ser advertidos para não pisar na frente dos holofotes funcionais.

Descrição: SCP-017 é uma figura humanóide aproximadamente 76 centímetros de altura (2 pés e 6 polegadas), anatomicamente semelhantes a uma pequena criança , mas sem características visíveis de identificação. SCP-017 parece composto de uma sombra, de aspecto fumo e ostentando uma mortalha. Nenhuma tentativa para encontrar qualquer objeto sob as mesmas características tem sido bem sucedida, mas a possibilidade não foi descartada.

A reação das sombras SCP-017 sobre ela é imediata e rápida. SCP-017 salta no objeto lançando a sombra e envolve-o completamente em sua mortalha, quando então retorna ao seu tamanho normal, não deixando nenhum vestígio do objeto para trás.

Notas adicionais: pessoal com uma habilitação BETA ou superior deve ver também o documento n º 017-1.

SCP-1021 - Exit

Item #: SCP-1021

Classe Objeto: Seguro

Procedimentos especiais de contenção: Não há procedimentos de contenção especiais necessários até o momento. Todas as instâncias do SCP-1021 estão atualmente em uso em vários locais e instalações. Para a lista completa, ver adenda.

Descrição: SCP-1021 é um conjunto de 7 sinais de saída projetados no █ █ █ █ █ █ █ cinema. O efeito anômalo da SCP-1021 só vai se manifestar se for colocado diretamente sobre uma porta feita de madeira maciça, tipo e design podem variar, mas a porta deve ser sólida, sem adornos (ex. janelas). Qualquer pessoa que abrir uma porta com SCP-1021 sobre ele vão encontrar-se sair de uma saída correspondente da █ █ █ █ █ █ █ Cinema em █ █ █ █ █, MI. Cada signo do SCP-1021 pertence a uma porta específica no cinema, com a entrada principal que é a única porta, sem uma conexão.

SCP-1021 foi descoberto quando um avaliador arquitetônico visitou o █ █ █ █ █ █ █ Cinema antes sua demolição, a fim de estudar a planta e demais pontos da estrutura. Segundo a testemunha, interessou-se por uma caixa de sinais de saída pela entrada principal chamada "dump". Apaixonado pelo seu design de estilo antigo, ele pediu para poder levar consigo para seu próprio uso em casa, decorando sua porta do banheiro como uma brincadeira. Ao entrar em seu banheiro, ele encontrou-se atrás da █ █ █ █ █ █ █ Cinema sair da entrada de entrega. As mensagens de internet foram posteriormente encontradas pela Fundação de algoritmos virtuais de busca, e um agente foi enviado para investigar. Ao saber da história e vendo suas propriedades anômalas, o agente pediu reforços para o cinema, e foi então adquirido pela Fundação SCP por meio da Scenic Cultural Association, uma organização dedicada à compra e restauração de edifícios antigos incomuns. Após a administração de um amnésico Classe B para a testemunha, todos os sinais de saída foram tomados e, através do estudo, parecem corresponder a uma porta dentro do █ █ █ █ █ █ █ Cinema. O cinema em si não tem histórico de ocorrências incomuns, apesar de uma equipe pequena de segurança devem permanecer durante 1 mês e proteger o edifício.


Devido à sua natureza de classe de segurança e utilidade, todas as instâncias do SCP-1021 foram criadas em locais diferentes da Fundação para agir como uma saída de emergência, e █ █ █ █ █ █ █ Cinema foi renovado para atuar como um comando de evacuação onde o pessoal da Fundação SCP pode buscar refúgio. Os pontos de evacuação em todos os sites devem ser mantidos em uma área clara guardado por pessoal de nível de segurança 3, a fim de prevenir seu uso indevido como um método de contrabando de SCPs fora de seus locais de origem.

Adenda: Lista de SCP-1021 lugares atribuídos e porta correspondente.

1021-1Site 19Saída exterior do cinema 2
1021-2Site 4Saída exterior do cinema 3
1021-3Site 11Saída exterior do cinema 1
1021-4SCPS GuardiãoEntrada de entrega
1021-5SCPS DefensoresSaída de emergência do lobby
1021-6Armário Dr. Bright não atribuídas, as solicitações feitas através do Dr. Khouribeco de entrada de empregados
1021-7Acesso negadoAcesso negado

SCP-1018 - Os terceiros

Item #: SCP-1018

Classe Objeto: Seguro

Procedimentos de contenção especiais: SCP-1018 está contido em Unidade de Armazenamento █ █, localizado no quadrante █ █.

Todos os componentes do SCP-1018 devem ser afastados em 1m x 1m x 3m e mantidos sob a guarda de dois (2) membros de segurança em todos os momentos. Líquidos não devem ser introduzidos ao componentes SCP-1018 sem a autorização expressa de um (1) membro do pessoal de nível 3.

Descrição: SCP-1018 é a designação geral dada a um grupo de três estátuas adiante designados SCP-1018-1, SCP-1018-2 e SCP-1018-3. Todos os componentes do SCP-1018 mostram um homem magro ou idoso e são compostos principalmente de concreto e brita. Um luminescência vermelha é visível em vários pontos na superfície dos componentes SCP-1018, principalmente presentes na cabeça e na garganta. SCP-1018-1 e seu efeito anômalo é ativado pela aplicação de pressão na parte de trás do seu pescoço, enquanto SCP-1018-2 e SCP-1018-3 são ativados pelo contato com líquidos.

Quando SCP-1018-1 é ativada, a área no raio de dez (10) metros vivenciará fortes chuvas. Em situações em que SCP-1018 é ativado dentro de casa, essa chuva vai cair rapidamente no teto da estrutura. Uma análise mais aprofundada das chuvas produzidas pela SCP-1018-1 não apresenta propriedades anômalas. Esta chuva vai durar trinta (30) minutos antes abruptamente cessar. As chuvas trazidas pelo SCP-1018-1 normalmente ativam SCP-1018-2 e SCP-1018-3, quando eles estão na mesma estrutura ou próximos um do outro.

Quando SCP-1018-2 é ativado, seis (6) manifestações do que parecem ser filhos esquálidos aparecerão na área circundante SCP-1018-2. Estas crianças parecem idênticas para vários que desapareceram dois (2) meses antes da recuperação do SCP-1018. Todas as manifestações vão abordar indivíduos presentes e freneticamente a solicitação de água. Estas manifestações são incorpóreas e por isso são incapazes de consumir água, mesmo quando é fornecido a eles. Vinte e cinco (25) minutos após a activação inicial, todas as manifestações vão agarrar suas gargantas e caírem no chão, onde permanecem por mais dois (2) minutos antes de desaparecer.

SCP-1018-3 parece ter sido fortemente modificada em algum momento no passado. Várias partes da sua estrutura parecem ter sido removidos e substituídos, mais notavelmente a perna do lado esquerdo e da cabeça. Um pequeno orifício foi perfurado na orelha esquerda da estátua, sugerindo que algo foi removido ou inserido. O objetivo dessas modificações é actualmente desconhecida. Quando SCP-1018-3 é ativado, ele irá começar a falar com uma voz altamente distorcida do sexo masculino. SCP-1018-3 em geral repete a frase "Nós já estamos refrescados?" embora as variações raras sobre isso tem sido notado, como "Nós já somos deus?" e "Nous avons déjà votre âme?". Quando essas variações são faladas, a distorção da voz de SCP-1018-3 vai aumentar fortemente, com a gagueira e abrandamento do discurso ser comum. Esse discurso vai continuar por trinta (30) minutos antes de cessar.

Os componentes da SCP-1018 foram pela primeira vez recuperados quando foram ativadas a uma caridade destinada a levantar dinheiro para fornecer água limpa para aquelas em áreas problemáticas. Celular Task Force Upsilon-23 ("Críticos de Arte") foram impedidos de recuperar SCP-1018 e fê-lo sem nenhum incidente. Imagens de câmera de segurança do incidente mostram dois ativistas locais colocando os componentes SCP-1018 nos bastidores e ativando SCP-1018-1 antes de fugir. Os esforços para localizar os ativistas ainda não vingam.

sábado, 30 de junho de 2012

Silêncio

Já parou pra perceber como ficamos quietos e calados quando estamos sozinhos? Aposto que não percebeu, ao menos até agora. Até porque, não tem com quem falar, certo?
Certo?

Você escuta música, tenta rir pra disfarçar a ansiedade, mas se ficar pensando muito nisso, ah, não é bom, você vai começar a olhar pra os cantos em ansiedade, vai pensar então em falar consigo mesmo, tentar fazer alguma coisa soar a seus ouvidos, algo são, porque esses barulhos que você fica ouvindo não são muito confiáveis. De onde vem, hein? hã?
O que?

Falar consigo mesmo não foi uma ideia legal, e se alguém quiser entrar na conversa? Se alguém quiser falar algo? Você vai ouvir? Você vai saber de onde veio a voz? Vai ficar só esperando ela falar ou vai convidar gentilmente pra uma conversa? E se eu falar com você agora? Acho que vou bater na sua porta.

Mas antes me diga.

Que voz sou eu na sua cabeça? E quem são essas outras? Quando se deitar para dormir, vamos ter uma conversa.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Buzz

Um cachorro. Ele é um vira-lata, de pelo preto e de olhos amarelos. Olhos estranhamente amarelos. Ele é encontrado abandonado, cabisbaixo e confuso, por causa que começara uma chuva, e como havia nascido nas ruas, não tinha um dono. Quando, fatalmente um carro acaba vindo em sua direção.

É assim que começa a história de Buzz. Um filhote que acabei achando no meio da estrada, em um subúrbio há 14 quadras da minha casa. Eu mal sei como consegui não matar aquele cachorro... Acho que foi pura sorte daquele asfalto não ser novo e todo esburacado que acabou salvando ele.

Inicialmente, teria saído do carro ver o "estrago"que tinha feito, mas quando percebi o filhotinho, resolvi levar para casa. Linda certamente estaria vendo a apresentação em homenagem as mães da escola das crianças. Eu não pude ir por causa do trabalho, mas acho que o vira-lata "quase" morto até que veio a calhar para conseguir alguns pontos com ela e as crianças.

Quando estava dirigindo para casa, notei que o vira-lata que achei tinha uma coleira escrito "maledicam". Uma palavra muito feia para ser o nome de um cachorro. Resolvi tirar aquela plaquinha de madeira estúpida da coleira dele e chegar em casa o mais rápido possível para preparar a surpresa para as crianças.

Às 22h as crianças e ela chegaram e eu mostrei o cachorro que estava em uma caixa com cobertores que eu arrumei improvisadamente. Linda apenas olha para meu rosto, perguntando onde havia achado o cachorro. Eu expliquei, dizendo que achei no meio da estrada, perdido na chuva e resolvi trazer como presente para as crianças.

Robert e Mary brincavam com o cachorrinho, quando um deles se vira e diz que já tinha um nome para ele: Buzz.

- Buzz? - murmurei para mim mesmo.

Eu sabia que Robert queria ser astronauta quando crescer, e que um de seus ídolos era Edwin "Buzz" Aldrin, um dos homens que pisou na Lua. Dei uma risada e a noite prosseguiu até as 23 horas, quando eu e Linda pusemos as crianças para dormir.

- John?
- Sim? - Me virei para Linda, que estava com um olhar de preocupada.
- John, sobre aquele cachorro...
- Buzz? - Disse eu, a interrompendo - Não se preocupe querida, já vou ajeitar uma consulta com o veterinário e comprar ração para cachorro... -
- Vamos ficar com ele?
- Sim. As crianças gostaram dele. Algum problema?

Linda pareca estar preocupada. Mas ignorei isso. Eu disse que ela poderia ir dormir que eu iria conferir como Buzz estava. Só foi eu deixar ele sozinho por pouco tempo que ele havia conseguido fugir da caixa e sujar a área de serviço pisando em uma possa de água suja que caiu da máquina de lavar roupas.

Dirigi meu olhar até onde as pegadas acabavam: na porta do porão, onde Buzz estava passando a pata.

- Espertinho! - Foi o que eu disse.

Peguei ele e o coloquei na caixa que seria sua casa improvisada, depois disso acabei olhando para os olhos amarelados dele. Notei que pareciam mais olhos de gato do que de um cachorro, por quão brilhantes eram... Depois de 5 minutos de nós dois se olhando, até me senti meio mal, mas ignorei a sensação e deixei a luz do corredor acesa para não deixar Buzz dormir no escuro.

Quando cheguei até o quarto, encontrei Linda já adormecida. Estranhei o fato da luz do nosso quarto já estar apagada e ela já ter caído no sono em tão pouco tempo. Só fazia 5 minutos que não nos víamos! Ela tinha sono leve, e ninguém dormia tão rápido assim! Foi aí que olhei para o relógio que indicava 03h00min da manhã! O que havia acontecido?

Eu empalideci. Desci as escadas para conferir se o relógio estava quebrado, liguei a TV no canal de vendas (cuja única utilidade é só mostrar as horas, no mínimo) e aparentemente não estava delirando: eram 03h da manhã!

Passei a mão no rosto, cansado. Desliguei a TV e fui me dirigir para cama. Olhei para a luz do corredor e vi Buzz olhando para mim com seus olhos... Verdes. Apenas mandei ele dormir e fui para a cama, quase cambaleando. Podia jurar que o cachorro continuava a olhar para mim...

Depois daquela noite, tudo correu normalmente em minha casa. Quando me levantei (extremamente esgotado, mas nada que um banho não resolva) e fui tomar o café da manhã, falei com Linda sobre o que aconteceu ontem.

- Sim. Após esperar você por 30 minutos para vir se deitar, fui chamar você para deitar e acabei encontrando você, escrevendo algo na escrivaninha. Eu fui me aproximar para te chamar para deitar, mas você nem virou a cara para mim e disse que tinha que fazer algo importante e que já estava indo.

Apenas empalideci. Eu não fiz aquilo! Apenas coloquei Buzz para dormir! Eu não queria preocupar Linda, por isso, guardei para mim a experiência daquela noite. Naquele dia, após eu sair do trabalho, às 17h eu levei Buzz para o veterinário examiná-lo, dar as vacinas que precisava e comprar a ração de cachorro dele.

Alguns meses depois, fui procurar um psiquiatra para falar sobre o que havia acontecido naquela noite e que suspeitava que fosse sonâmbulo, apesar de não haver histórico na família. Comecei a tomar um remédio para tratar disso.

Os meses se tornaram anos, e quando menos esperava, aquele cachorro estranho que achei naquela noite de chuva já estava com 5 anos de idade. Me surpreende de quão grandes ficam os cachorros ao passar dos tempos... bem, Buzz não era lá tão grande, mas servia bem de companhia para alegrar nossa casa.

Em 5 anos bastante coisa muda, e meus filhos já tinham 9 e 8 anos. Acredito que com o passar desses anos, sinto que meus filhos estão mais distantes de mim, e Linda não parece tão feliz quanto antes. Parece até que nossa relação é um "trabalho" que deve ser enfrentado goste ou não.

Pelo menos, eu e o cachorro tínhamos uma boa relação. Ah... Mas que idiotice. É uma puta ironia eu conseguir me relacionar melhor com um animal do que com minha própria família...

De qualquer forma, já era natal e os pais de Linda iriam fazer a ceia de véspera conosco. Eu peguei minha câmera e fui tirar umas fotos de nossa família. Tirei uma de Robert e Mary juntos na árvore de natal e algumas fotos de Linda preparando a ceia com minha sogra. Ela ficou incomodada, mas deu um sorriso tímido... Essa era a vantagem de se casar com alguém: você sempre sabe quando ele/ela está encabulado.

Tirando tantas fotos, olhei para meu amigo, Buzz e pensei: "Oras! Nunca tirei uma foto dele!". Buzz estava encarando a TV quando eu dei um assovio e disse:

- Diga xis, amigão!

Ele rapidamente me encarou e eu apertei do botão de tirar foto. Depois era só ver se ele saiu bem na foto. Se bem que para revelar o filme da câmera levaria um tempo... Poderia deixar para depois do natal.

Linda veio até mim e pediu pra que ligasse a câmera. Coloquei a câmera ligada no tripé e começamos a oração, depois eu a peguei e fui gravando comentários dos familiares... Até que fui gravar um pouco Buzz e notei que ele estava batendo a pata naquela porta que levava até o porão. Ao me perceber, Buzz olhou para mim por um tempo. Foi aí que também olhei fixamente em seus olhos e percebi que eles eram verdes... Um verde vidrante... Eles não eram amarelos? Acabei ouvindo a voz de Linda:

- Pare de brincar com o cachorro e venha fazer o amigo secreto!

Coloquei a câmera no tripé e fui participar da brincadeira. Se prolongou até a 00h, quando os pais de Linda já haviam ido e eu estava pondo as crianças para dormir, avisando aquela coisa de que se não dormissem, Papai Noel não iria dar presentes para eles.

Às 01h15min da manhã Linda foi dormir e eu fui colocar Buzz para fora, dizendo que subiria logo em seguida. Após isso, deixei Buzz em sua casinha no fundo do quintal e fui cambaleando até para dentro. Porém, fiquei encarando Buzz por um tempo de longe, até perceber que seus olhos verdes acabaram brilhando, como um flash de câmera! Eu fiquei paralisado, tentando entender enquanto olhava para o meu cachorro. Entrei em casa, me arrastando de pânico e olhando para os olhos do cachorro pela tela, que não paravam de piscar.

Depois de mais um flash acabei apagando.

No outro dia, acordei todo sujo de terra e confuso. Olhei para meu relógio e eram 05h30min... Como??? Aconteceu de novo? Estava tão confuso mentalmente que nem me dei conta que estava no porão. Olhei ao meu redor e eu havia feito um buraco de 2 metros de profundidade no porão e havia arrancado tábuas e destruído móveis para fazer isso! Onde raios arrumei uma pá? O que eu exatamente fiz?

Com a visão turva e esgotado, olhei para cima da escadaria e ouvi o barulho de algo arranhando a porta. Abri ela e vi que era Buzz, batendo nela. Fiquei pálido e esperei até que ele me encarasse.

O cachorro apenas se deitou ao lado da porta. Dentro de casa estava cheia de terra, porém, a sala de estar e a escadaria não estavam sujas. Parecia que eu peguei uma pá e fui direto para o porão noite passada e fiquei cavando esse tempo todo. Quem fez isso? Buzz? Não pode ser...

E limpei rápido o tapete sujo de terra para não levantar suspeitas. Quando estava limpando, fui até a área de serviço lavar as mãos e me deparei com sangue! Tinha um corpo desmembrado de um homem que estava coberto por panos encharcados! Eu coloquei a mão na minha cabeça, tentando não olhar e vomitar.

Corri para o porão, tentando descobrir por que eu havia cavado um buraco tão fundo e o que um cadáver fazia em minha casa... Foi aí que me espantei que aquilo não era um buraco, e sim uma cova! Tinha o nome da minha esposa e de meus dois filhos escrito em cada uma. Fui verificar um quarto buraco e percebi que aquele não havia sido feito para alguém ser enterrado, mas sim que era alguma coisa que estava procurando.

Ainda transtornado, percebi que quanto mais perto do buraco eu chegava, meu nervosismo era substituído por um sentimento de dever: eu TINHA que continuar a cavar.

Cavei até encontrar um livro. Muito estranho e de metal.

Peguei o livro e percebi que haviam dois olhos verdes nele e uma escrita esquisita. Quando fui abrir ele, ouvi uma voz estranha atrás de mim.

- Eu não faria isso se fosse você...
- Mas que diabos!!!

Era BUZZ! Ele estava com seus olhos verdes olhando para mim. Ele sequer precisava abrir a boca para falar comigo. Era como se sua voz ecoasse em minha cabeça.

- John. Como meu servo, dê-me o livro para depois poder entregar teu corpo para mim.
- Mas quem é você???
- Eu sou a Beliel, a coisa que você não matou. Levei 200 anos para possuir este corpo e poder promover a grande revolução neste mundo. Mas você não me atropelou e me levou para um lugar cheio de almas para poder me alimentar. Você aceitou ser meu servo John. Agora, dê-me o livro.

Eu estava transtornado. Começou a tudo ficar turvo quando olhei para os olhos verdes de Buzz. Até que finalmente, eu parei. Fechei os olhos e quando os abri de novo, meus olhos ficaram com um brilho verde anormal.

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Um jornal local, um mês depois teria postado uma notícia sobre uma onda de assassinatos durante o mês de janeiro/dezembro.

Todos os assassinatos tinham um padrão, pois as vítimas eram selecionadas, levadas ainda vivas até um porão e colocadas em um buraco de 10 metros de profundidade.

Quem teria cavado o buraco era John, o autor de todos os assassinatos. Ele fez 29 vítimas no total, incluindo sua família, amigos e conhecidos. A última pessoa ele deixou viva apenas como uma testemunha de seus atos.

Segundo ela, após ele ter agredido fisicamente, John a fez olhar fixamente a seus olhos brilhantes verdes... O seu rosto era frio e sem sentimentos. Depois ele se encostou na parede, assoviou para que seu cachorro Buzz, viesse até o seu colo e em um piscar de olhos, a vítima perdeu eles de vista. No lugar deles, apenas ficou um círculo cheio de números aleatórios no lugar.

Depois daquele dia, John ficou conhecido como "Assassino dos olhos brilhantes". A polícia revirou sua casa e apenas encontraram uma foto muito intrigante, mostrando seu cachorro, Buzz na véspera de seus assassinatos.



Boatos surgiram sobre pessoas passarem mal e não sentirem o tempo passar ao olhar para a imagem. Outros dizem que o cachorro da foto olha no fundo de sua alma, vendo seus desejos e seus podres, e que ocasionalmente, ele pode te ceder tais coisas, se você aceitar ser servo dele.

Quando John e Buzz são vistos por alguém, geralmente acontecem infortúnios para quem os avista. John sempre está feliz, acariciando Buzz. Ambos estão com seus olhos verdes-brilhantes e seus rostos mostram expressões maléficas antes de sumirem em um piscar de olhos.

Wyoming Incident



Wyoming Incident foi o nome dado a uma suposta invasão de um hacker em uma rede de televisão americana em pleno horário nobre. Faltando apenas 45 minutos para a meia noite, um vídeo um tanto estranho de 6 minutos foi posto no lugar da programação.

As pessoas que assistiram ficaram perplexas e muito apavoradas com o vídeo, muitos relataram náuseas, dores de cabeça e dentre outros sintomas nas semanas seguintes após terem assistido o vídeo.

Ele contém imagens completamente desconexas e sem sentido. A maioria das pessoas que viram o vídeo relataram a sensação de estarem sendo observadas por algo ou alguém.

Além das imagens, há mensagens como "você pode perder tudo", "você não pode se esconder" e "existe verdade na ficção".

E aí? Vai ver o vídeo ou vai se esconder?

Veja a seguir a transmissão que ficou conhecida como The Wyoming Incident:



PS: Ironicamente, eu não "vi coisas bonitas" como diz o vídeo.

Centralia, a verdadeira Silent Hill

A cidade de Centralia, localizada na Pensilvânia é conhecida por pouca gente, mas atrai bastante curiosidade, principalmente pela sua história e características que a tornam um tanto única.

Mas antes, uma breve apresentação da cidadezinha que está localizada na Pensilvânia e que possuía cerca de 2000 habitantes. A cidadezinha vivia da mineração, até um acidente ter acontecido e ter feito todo o carvão do subsolo queimar.

Com explosões, rachaduras e incêndios incontroláveis, os Estados Unidos tentaram conter as chamas até finalmente, só restar a alternativa de evacuar a cidade.

Atualmente ela só contém 10 habitantes e é coberta por um nevoeiro que vem das rachaduras que saem do subsolo, de onde o carvão está queimando.

Uma das histórias mais conhecidas e contadas sobre Centralia é a de um garoto de 11 anos estar caminhando na cidade até que um buraco se abriu por baixo de seus pés, o levando para baixo. O garoto foi salvo por um amigo que estava com ele. O garoto ainda comentou que quando estava caindo se sentia no inferno.

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Agora chego ao objetivo. Nevoeiro, rachaduras, buracos que obstruem ruas e uma cidade fantasma. Isso está se parecendo muito com Silent Hill!

Vai saber se a Konami não se inspirou na história de Centralia para a cidadezinha onde as pessoas são mandadas para "pagarem seus pecados"? O que importa é que Centralia é considerada um lugar perigoso, e qualquer um que passe por lá vai se deparar com placas como "Cuidado! Perigo de morte!".

A seguir, algumas fotos de Centralia. Alguém topa fazer um tour?



sábado, 17 de dezembro de 2011

Mensagem de Arecibo

Em 1974, o SETI usou o radiotelescópio porto-riquenho Arecibo (o maior telescópio fixo do mundo) para enviar para o espaço uma transmissão que ficou conhecida como a Mensagem de Arecibo. A mensagem consistia em uma série de códigos que falavam sobre nossa civilização, nossas características biológicas e outros dados como nossa localização e nossa matemática.

Mas é o que aconteceu 20 anos depois que torna a mensagem de Arecibo algo tão interessante. A seguir, o que teria ocorrido após o envio da mensagem.

7 de dezembro de 2002 Chilbolton, Inglaterra - Como eu já investigava e relatava sobre formações vegetais desde 1991, comecei a me perguntar se os padrões foram conectados através de arcos de tempo nos mesmos locais geográficos. Um exemplo do que parece ser os padrões relacionados a cada um ano após ano, ocorreu perto do Rádio Telescópio Chilbolton entre junho de 1999 e agosto de 2002.

16 junho de 1999, Chilbolton Observatório

Em 16 de junho de 1999, o estranho padrão em primeiro plano marcado por uma seta amarela apareceu perto do observatório.



O amarelo seta aponta em uma formação de cultura de 230 metros de largura que apareceu em 16 de junho de 1999
em uma lavoura próxima Chilbolton Observatory em Hampshire, Inglaterra.
Fotografia © 1999 por Steve Alexander .

Havia 138 círculos, cada 10 metros de diâmetro, colocado dentro de seções triangulares que compunham uma forma de diamante. Olhar para o padrão de ramificação de círculos e espraiando-se em direções opostas a partir da linha central.



Cento e trinta e oito círculos, cada 10 metros de diâmetro, definiu o triângulo
e os padrões de diamante. O eixo central de queima horizontal pode ser um precursor ao maior padrão que apareceu na frente de Chilbolton Observatório no ano seguinte, em 2000.

Fotografia aérea © 1999 por Steve Alexander.
Agosto 2000

Agora olhe para o que veio um ano depois, em agosto de 2000 no campo Chilbolton mesmo, em quase o mesmo lugar. Este padrão foi atenção, grande e exigente, e claramente antecipou a formação de 2001, que viria no mesmo campo e surpreender o mundo por algum tempo.



Agosto de 2000, este padrão enorme surgiu na frente do Observatório Chilbolton,
mais perto do observatório do que o padrão de 1999. Esta formação também flares para fora em dois lados
do centro, mas com muito mais detalhes.

Este padrão parece estranho mais uma vez em agosto de 2001, mas em uma escala muito menor, como parte de um outro padrão, grande e complexo que também desceu em frente do Observatório Chilbolton janelas. Mas em 2001, o glifo queima seria incorporado em um retângulo de código binário.

14-20 agosto de 2001

Primeiro, em 14 de agosto de 2001, o Director do Observatório Chilbolton, Darcy Ladd, disse que ele e outros funcionários notaram uma "sombra" no campo de trigo. Mas ninguém foi investigar e nenhum piloto relatou ter visto qualquer coisa no campo.

Mas em 20 de agosto de 2001, Darcy Ladd e todos os funcionários do observatório ficaram surpresos ao olhar para fora de suas janelas frente a um grande retângulo preenchido com "pacotes" de plantas de trigo em pé organizado no que parecia ser o código binário. O retângulo de código estava certo onde a grande formação queima surgiu em agosto de 2000. Investigador das culturas de formação, Lucy Pringle, recebeu um telefonema de um funcionário Chilbolton sobre o padrão de trigo e Lucy rapidamente contratou um avião para voar a mais de trigo. Além do grande retângulo, ela se surpreendeu ao encontrar também um rosto humanóide olhando para ela do lugar no campo que Darcy Ladd tinha chamado de "sombra".



Quando Paulo Vigay, Director do Centro de Pesquisa Independente por fenômenos inexplicáveis ​​em Southsea, Hampshire, Inglaterra, viu a fotografia aérea do "código" de formação, ele imediatamente reconheceu-o como extremamente semelhante à transmissão codificada com informação binária digital que foi enviado em 16 de novembro de 1974, do Arecibo, Puerto Rico rádio telescópio para o espaço em direção ao aglomerado de estrelas, Messier 13, cerca de 23.000 anos-luz da Terra, na Via Láctea. A transmissão de Arecibo foi planejado por astrônomos da Universidade de Cornell, incluindo o falecido Carl Sagan. Cornell University opera o radiotelescópio de 300 metros de diâmetro, construído em uma montanha sob um acordo de cooperação com a National Science Foundation.




A primeira imagem mostra a mensagem de Arecibo original, enviada em 1983 para o aglomerado globular M13. A segunda imagem é um dos símbolos achados nas plantações perto do observatório.

astrônomos da Universidade de Cornell enviaram uma mensagem apelidada de "mensagem de arecibo", voltada para o aglomerado estelar Messier 13 (conhecido como grande aglomerado globular de Hércules), cerca de 23.000 anos-luz da Terra.

Compare o glifo fundo no código de trigo para o padrão de 2000 grande queima que também chegou bem na frente do Observatório Chilbolton.



O padrão de agosto 2000 no trigo que apareceu na frente do Observatório Chilbolton
no mesmo lugar que o retângulo de código binário surgiu em 20 de agosto de 2001.

O que significa a resposta?

A resposta tem algumas particularidades, sendo elas:

# A base da nossa matemática permaneceu a mesma;
# Os elementos primários para a vida foram mudados, mantendo todos os enviados e anexando o silício;
# A composição dos nucleotídeos permaneceu;
# Foi representado um DNA diferente do nosso com uma fita extra, porém semelhante;
# O número de nucleotídeos também é diferenciado do nosso;
# A anatomia enviada mostrava um ser abaixo da estatura humana e com uma grande caixa craniana, semelhante aos greys;
# A população representada era superior à da Terra, com 12,7 bilhões de habitantes;
# A localização da suposta raça alienígena fora representada como um sistema de nove planetas que se assemelha muito com o sistema Gliese 581, que aparentam mostrar que 3 destes planetas estão sob o domínio deles, explicando uma provável colonização espacial da parte deles. Entre os três planetas colonizados o 3º está sinalizado, acredita-se que seja a colônia principal. Esse sistema planetário orbita uma estrela menor que o sol, provavelmente uma anã vermelha, também apresenta dois planetas gasosos (6º e 7º) do tamanho aproximado de Netuno;
# A representação do Radiotelescópio de Arecibo fora trocada por outra muito mais complexa (a forma já fora vista em outro círculo inglês, no mesmo local, em 2000).

Se você olhar para o final da mensagem, verá um objeto estranho e encontrará quatro pequenos pontos dispostos exatamente como um planet é representado no sistema de código Chilbolton. Perguntei a um astrônomo da Universidade Cornell, se ele sabia o que um planeta dividido em quatro pontos pode significar? Ele disse que não tinha visto isso antes, mas especulou que poderia indicar quatro luas, ou um planeta dividido em quatro territórios. Mais uma vez, é lógico especular que os quatro pontos no centro do "transmissor" de baixo indica a fonte de transmissão do planeta retratado como quatro pontos.

15 de agosto de 2002

Mais um ano mais tarde, quase ao dia em 15 de agosto de 2002, uma formação no trigo é relatado 8,5 milhas do Observatório Chilbolton em uma fazenda Hill Top perto de Winchester, Hampshire. Um pequeno bosque que corre ao longo do campo é chamado de andiroba, por isso algumas pessoas têm chamado de a formação andiroba.
foram tiradas fotos em 16 de agosto de 2002, o dia depois do anúncio de e-mail de
uma fonte desconhecida em 15 de agosto de 2002, deu as coordenadas para o padrão de pesquisa nova safra.



Desta vez, há um outro cara e de código, mas o rosto não é humanóide como o de Chilbolton. O rosto é uma caracterização de todos os "greys" que foram relatados ao longo dos últimos 30 anos por pessoas na chamada "síndrome de abdução humana." Supostamente, as pessoas são levadas fisicamente, mentalmente, ou ambos, de seus carros, quartos ou quintais, em uma nave extraterrestre, onde entidades biológicas extraterrestres realizar exames e, muitas vezes extrair esperma ou óvulos. As criaturas são geralmente descritos como de cor cinza com rostos muito semelhante ao padrão do campo de trigo Winchester.

O Padrão no trigo mostra um alienígena da raça "greys" e um disco redondo de 8 de codificação binária bit em forma hexadecimal.

Enquanto o 2001 Chilbolton código era um grande retângulo de código binário semelhante ao de 1974 transmissão radiotelescópio de Arecibo, o código de 2002 foi produzido em uma espiral de 8 de codificação binária bit em forma hexadecimal com letras do alfabeto Inglês representados por conjuntos de caracteres ASCII utilizados por programadores de computador desde os anos 1960. Para traduzir o código, você tem que começar no centro e em espiral anti-horário, para descobrir cada letra por letra, para produzir a mensagem.

15 de agosto de 2002 Winchester / andiroba Mensagem Spiral Código:

No final, a mensagem decodificada dizia algo assim:

"Cuidado com os portadores de dons falsos e suas promessas não cumpridas. Muita dor, mas ainda há tempo. Ainda tem gente boa aí. Fechando canal. (0x07 som Bell usou para acabar com as mensagens teletipo na década de 1960)."



Uma espiral de 8 de codificação binária bit em forma hexadecimal com letras do alfabeto Inglês representados por conjuntos de caracteres ASCII utilizados por programadores de computador desde 1960.

Para traduzir o código, você tem que começar no centro e em espiral, anti-horário.
Tradução e letras sobrepostas em codificados por cores de trigo por Richard Brain, Agosto de 2002.

Agosto 2003?

A partir da seqüência 1999-2002 evoluindo a partir do diamante e do padrão de triângulo de círculos ao transmissor, para o rosto humanóide e retângulo de código binário, para o rosto estranho e espiral de código ASCII binário, é o seu passo "lógico" ao lado nestes padrões que ocorrem na mesma área geográfica e em quase as mesmas datas?

sábado, 10 de dezembro de 2011

Sanidade

Olá leitores do blog! Dessa vez, recebi um e-mail esquisito e resolvi postar para vocês. Bem, sei lá quem foi o idiota que começou essa corrente, mas apenas vou postar aqui para não precisar me preocupar. Outro motivo para eu postar isso aqui é que parece bastante com uma creepypasta.



Algumas coisas devem permanecer sem respostas. É essa a maneira que as coisas funcionam e é essa a maneira que as coisas tem que ser. Aprendi isso da pior forma.

Tudo começou quando eu havia me mudado para uma cidade pequena no interior. O clima era frio e ainda era inverno, sendo que as ruas ainda estavam cobertas de neve. Sempre que eu olhava para cima eu via um céu cinzento, e isso me deixava meio desanimado, pois havia me mudado há 1 mês e continuava aquele clima estranho. Os meteorologistas não eram capazes de explicar o porquê do clima.

Eu estava voltando para casa e notei uma coisa que não havia visto antes: era uma espécie de buraco em um muro. Parecia que alguém havia aberto ele com um martelo. Fui mais perto para examinar melhor o lugar e como o nevoeiro não me permitiu, percebi que havia uma trilha através daquele buraco. Eu nunca imaginei que havia uma floresta por trás daquele muro, só achava que era um muro velho.

Achei junto com o martelo um mapa. Tinha um mapa da região e um círculo marcado onde deveria estar a floresta. Seja quem for que fez um buraco no muro, deveria estar desesperado para largar o martelo e o mapa em um lugar onde qualquer um poderia pegar.

Eu ainda tinha tempo de sobra, e só precisava chegar em casa às 19 horas. Por isso, decidi pegar o mapa comigo e seguir pela trilha.

À medida que avançava pela trilha, achei em uma árvore marcado alguma coisa com estilete. Lá dizia:

"Os poucos"

Que tipo de maluco iria escrever algo assim em uma árvore? A frase não tinha sentido, por isso continuei pela trilha. Achei mais uma vez algo marcado em uma árvore:

"Demônios aproximando"

Essa frase me deixou um pouco tenso. Bem, eu sabia que demônios não existiam, são apenas parte da imaginação de pessoas que estão em sanatórios no momento. Eu pensei que era hora de voltar para casa, eu olhei para meu relógio e ainda eram 17:18. O que eu poderia fazer? Estava curioso, e provavelmente é algum engraçadinho que colocou aquelas inscrições nas árvores para me assustar!

De acordo com o meu progresso pela trilha, a paisagem ia mudando. Não era 19h, mas já estava escurecendo e as mensagens nos troncos iam apenas piorando. Pareciam que não foram feitas com estilete, mas sim sendo arranhadas por alguém. As letras estavam vermelhas, como se a pessoa que tinha escrito aquilo tinha feito com as próprias mãos e com desespero.

"Atacam com seu sangue frio assassino"

"Apenas eu"

"Os S?t?ns"

"Inocentes"

A última mensagem me fez entrar em desespero, pelas letras estarem praticamente irreconhecíveis, e o pior: parecia que a árvore sangrava.

Ela estava gotejando sangue das palavras. Eu olhei para meu relógio e ainda estava marcado como "17:18". Mas como é possível??? Eu não posso ter andado tudo aquilo sem gastar um segundo! Meu relógio havia parado desde que entrei por aquele buraco. Então, comecei a correr, fazendo o caminho inverso, voltando desesperado para onde estaria o muro.

Quando finalmente cheguei onde estaria o buraco por onde entrei não havia nada... Nunca havia existido buraco. É como se o muro nunca tivesse sido destruído por lá, ele continuava velho e feio como sempre foi.

Eu olhava com pavor, tentava de alguma forma escalar o muro, mas ele era muito alto. Notei que o céu continuou a escurecer ainda mais. Então foi aí que ouvi uma voz atrás de mim:

"Você nunca mais poderá voltar..."

Olhei para trás e vi a figura de um homem que parecia usar uma máscara e uma densa túnica negra. Assim, eu gritei para ele:

"Por quê? O que aconteceu com o buraco?"
"É muito corajoso de sua parte vir aqui."
"Não mude de assunto!"
"Você leu o aviso que deixamos para quem passasse o buraco?"


Assim me lembrei do mapa e do martelo. Peguei o mapa e notei que tinha algo escrito na parte de trás dele, com algo vermelho. Dizia:

"Deixai, ó vós que entrais, toda a esperança"

Eu fiquei de olhos arregalados e senti minha face empalidecer. Aquela frase é um aviso que estaria no portão do inferno. Eu lentamente olhei para o homem mascarado e gaguejei:

"I-isso s-s-só pode ser uma brincadeira!"

"Eu reconheço essa expressão. É a expressão de quem geralmente descobre que lugar é esse. Que descobre qual será seu destino."

"Eu quero voltar para casa..."

"Mas não poderá. Aceitaste o desafio e ignoraste o aviso. Agora se juntará conosco para sempre, no seu sofrimento eterno!"


A voz do homem mascarado estava mais distorcida e parecia que ele estava aumentando. Não pude evitar gritar de horror quando atrás dele, lentamente labaredas estavam florescendo das árvores e a escuridão começava a imperar mais e mais.

O homem então apontou para uma vala e disse:

"Admire sua cova enquanto pode vê-la. Quando as trevas finalmente imperarem, você entrará em desespero como os outros estúpidos mortais que entraram aqui."

Cheguei perto daquela vala rasa, e encontrei uma pilha de corpos carbonizados. Quando me virei, o homem estava perto de mim. Eu dei um soco nele e abaixei minha cabeça. Vi que sua máscara estava no chão... A única coisa que pude fazer foi olhar para a máscara no chão, eu estava com medo de olhar para o rosto de quem usava.

Apenas olhei para a máscara e ouvi aquele ser respirando, sem ter alterado seu humor mesmo após ter batido nele. A última imagem que me lembro foi de ver o chão escurecendo e ter a sensação que aquele ser apenas ia aumentando.

No final, eu levantei meu olhar e vi por uma fração de segundo a face dele... Eu queria não ter feito aquilo.

No final, só se deu para ouvir meu próprio grito em meio a escuridão. Eu estava sozinho.

Mas sabe o que é? Quando você acaba sendo morto em um lugar como aquele, sua alma não se esvai, ela fica presa naquele lugar para sempre, com uma condenação. A minha condenação é passar essa mensagem para as outras pessoas. Para que essas pessoas tolas acabem lendo a frase que as condenará ao mesmo destino. Uma hora ou outra elas acabarão de frente ao portão do inferno e o adentrarão sem sequer perceber que lugar é aquele.

Eu vou facilitar as coisas para você. Leia apenas as palavras negritadas.
Ah claro... Hoje eles irão buscar algo em sua casa. A resposta está no texto. Se você for esperto, irá impedi-los.

Como disse, algumas coisas devem permanecer sem respostas...

HS (hiper-salto)


Cientistas já conseguiram teletransportar uma partícula para uma distância de 30 cm de onde ela estava. Isso é algo que parecia ser impossível.

E viagens no tempo? Acredita nisso? É impossível?

Ah! Mas já estão fazendo isso mesmo, enquanto você está lendo. Mais uma vez, arranjaram uma maneira de tentar mandar passagens para o passado.

Uma experiência. Tudo teria começado em 2007, aproximadamente (a data me foge à cabeça), cientistas queriam pôr em prova sobre a possibilidade de viagem no tempo e realizariam a seguinte experiência: uma mensagem seria enviada de um receptor de nêutrons para o outro. Se o receptor número 2 recebesse a mensagem alguns segundos antes dela ser enviada, seria comprovada a possibilidade de uma viagem.

A experiência só deu resultados 10 anos depois. Bem, os cientistas estavam mais velhos e a tecnologia mais avançada... Não demorou muito para que houvesse euforia entre a comunidade científica e logo aprovassem um experimento maior e mais ambicioso.

Tentaram mandar uma mensagem para o e-mail de um dos pesquisadores 20 segundos antes dele receber. Mas que surpresa! A experiência foi um sucesso.

Então os cientistas ficaram mais e mais intrigados com a complexidade do tempo e espaço. Se agora dava para receber uma mensagem chegar antes de você pensar em enviá-la, então existia tempo negativo, certo? Isso foi como um golpe de misericórdia na teoria da relatividade - e talvez - o início de uma nova era para a sociedade.

30 anos depois da mensagem, o método foi aperfeiçoado o suficiente para que pessoas mandem mensagens para até 30 anos no passado. Quando a notícia vazou, a mídia começou a espalhar preocupação para as outras pessoas: "qual seria os possíveis problemas em enviar uma mensagem para o passado?" e "o que aconteceria com nosso Universo atual?".

A resposta era simples, afirmavam os cientistas: seriam criados universos alternativos quando se mandava a mensagem. Imagine como se fosse um rio e que seus afluentes são seus universos alternativos: se você manda uma mensagem para uma certa parte do afluente em que você está, você acaba criando mais um curso para o seu rio... Tudo bem se não entendeu. É física supercordista, e portanto é confusa.

Não haveriam problemas para os governos, apenas seriam criados infinitos universos alternativos. Países como a Coreia do Norte e ditaduras começaram a correr atrás dessa tecnologia poderosa, imaginando que poderiam usar para mandar mensagens para o passado e anteverem acontecimentos para melhor preparação das ditaduras. Eles desanimaram quando perceberam que não mudaria nada em sua realidade quando mandassem a mensagem.

Mesmo assim, levou tempo para o público poder usar a tecnologia de mensagens. Foram criadas leis para que os usuários não revelassem de fatos que ainda não ocorreram no máximo de 5 anos.

A pesquisa sobre viagens no tempo já tinha feito 90 anos nessa época. Mas ainda faltava algo realmente revolucionário, já que mandar mensagens não era o suficiente para "mudar o mundo" (é até irônico dizer isso). Então apelaram para algo que não havia sido pensado pelas duas antigas equipes de cientistas antes: abrir uma fenda espaço-temporal.

Isso sim seria algo revolucionário. Uma vez que já sabiam que as mensagens pegavam carona em outras dimensões para superarem a barreira do tempo, só precisavam abrir uma fenda que permitisse a passagem de objetos - e talvez até pessoas - por essa dimensão. Dessa vez levou menos tempo do que o previsto: segundo estimativas de outros físicos, levaria pelo menos 50 anos para conseguirem sintetizar tal tecnologia. Levou "apenas" 14 anos. A fenda estava aberta.

Pânico se espalhava pela sociedade. Parece que ao passar dos anos as pessoas não mudaram muito: continuaram a entrar em pânico desnecessário, já que segundo os cientistas qualquer coisa que viajasse - e talvez - alterasse algo na linha temporal não poderia retornar ou afetar nosso universo, pois o viajante teria criado um novo universo alternativo.

Metade da população ficou desconfiada, mas a euforia prevalecia. Quando puseram aquela fenda para funcionar, mandaram uma caneta para 20 segundos no passado.

Algo muito estranho aconteceu.

Simplesmente aconteceu de que após a caneta ser solta naquela "coisa" ela ter reaparecido atrás de um dos cientistas em uma velocidade tão rápida que perfurou a cabeça dele (!) e ter ainda por cima perfurado a parede de 1 metro de espessura que separava o laboratório com a parte administrativa do prédio. O furo era tão perfeito que se aquilo não tivesse sido feito por uma caneta, teria sido feito por uma perfuradora, mesmo sabendo que não é qualquer perfuradora que faz um estrago desses em uma parede.

Nada foi comentado sobre o que houve lá dentro. O corpo do cientista sequer foi entregado para os familiares e o governo começou a supervisionar e vigiar mais ainda o complexo por onde se passavam as experiências... Isso atraiu um pouco a atenção do público e da mídia que começaram a elaborar teorias da conspiração sobre o que supostamente estaria acontecendo dentro do complexo.

Os mais inteligentes acabavam palpitando (corretamente) que alguma experiência envolvendo viagens no tempo deu errado e que por isso o exército estava para garantir que ninguém soubesse. Mas isso era negado pelos cientistas e pelo exército e essas pessoas eram vistas como loucos paranoicos... Dessa vez foi a própria sociedade que negou o que estava acontecendo!

Entendo, é assim desde os tempos da Grécia antiga, quando Sócrates começou a fazer o povo pensar e foi sentenciado.

As pesquisas começaram a ficar mais intrigantes para os cientistas. Descobriram uma maneira de ajustar as coordenadas geográficas, podendo assim escolher onde determinado objeto surgiria após terminar sua viagem no tempo... Isso demorou pelo menos 30 anos até descobrir uma maneira de determinar um "ponto zero" no Universo. Deram o nome de "hiper-salto" (ou abreviado como HS).

Mas o hiper-salto era mais complexo do que parecia: suas possibilidades eram praticamente infinitas e conseguiam quebrar a barreira astronômica com ele. "Uma utopia está por vir!" diziam os governos mundiais. Mas era necessário aperfeiçoar o hiper-salto e se certificar que material orgânico poderia passar pela fenda.

Porém, os cientistas teriam ganhado a resposta para essa pergunta quando - em um acesso de loucura talvez - um dos cientistas resolveu ligar a máquina com ele dentro. Ele quis ser transportado para 10 anos para o passado para impedir que sua mulher fosse morta por uma doença que tinha cura desenvolvida. O que aconteceu é que a fenda dimensional o "rejeitou" sendo que quando ele teria saído da fenda era como um amontoado de carne e ossos. Apenas o material inorgânico (tecidos e o vidro com a vacina) foram para o passado.

Talvez o remédio tenha chegado ao lugar, já que com o aperfeiçoamento das coordenadas, os objetos agora "freiavam" quando terminavam a viagem.

O que deveria ser um choque para os cientistas, apenas foi uma oportunidade de postular teorias para o transporte no tempo de seres vivos. Mais e mais anos passaram até conseguirem descobrir que existiam duas viagens no tempo: a que transportava materiais orgânicos e a que fazia o mesmo com inorgânicos. Se uma fenda que transporta matéria inorgânica entrar com matéria orgânica, a matéria orgânica é "vomitada" e a inorgânica viaja no tempo.

Os cientistas ficaram animados e começaram as primeiras experiências com matéria orgânica. Mas, como dizia aquela frase: "quanto mais perto você chega da verdade, mais medo você tem dela". Coisas estranhas começaram a acontecer no complexo.

Cientistas relatavam serem acordados por sussurros, outros acabaram achando objetos estranhos em seus armários e documentos de seus óbitos antes mesmo deles acontecerem. A maioria tinha como causa de morte "acidente durante experiência" e carimbos do exército e da instituição que cuidava do complexo de pesquisas. Eles começaram a ter medo, e muitos queriam sair do complexo e parar de trabalhar com as viagens no tempo... Pela primeira vez, começaram a ter medo das consequências de mudar o tempo.

Os testes continuavam a progredir lentamente, já que a taxa de sucesso era de 10% apenas. A maioria dos animais que atravessavam a fenda acabavam sendo encontrados em locais quase inimagináveis do complexo: no vaso sanitário do banheiro, entre as grades e assim por diante. Os militares foram instruídos para que ninguém saísse do complexo... Agora o complexo era a casa de quem trabalhava lá.

As coisas continuaram a piorar: alguns funcionários relataram ter visto eles mesmos acenando alegres, no lado de fora do complexo, entre as grades. Com a tensão aumentando, os militares dobraram a segurança e tinham permissão para atirar em qualquer coisa que fosse vita fora da base.

Colocar guardas dentro do complexo para vigiar os cientistas foi uma péssima ideia. Quando eles achavam no armário deles fotos deles mesmos mortos... Aparentemente assassinados por algo ou alguém. Eles acabavam paranoicos e tinham que ser afastados, isso quando eles não se suicidavam.

Os cientistas começaram a abrir a inscrição de cobaias para os experimentos. Só eram aceitas pessoas que tinham doenças terminais e queriam ir para o passado reviver os momentos mais felizes. Foi um processo muito lento e o que acontecia com essas pessoas era acobertado... A verdade é que acabavam sendo rejeitadas pelo portal, o que foi interpretado pelos cientistas que apenas algumas pessoas podiam atravessar o portal.

No dia em que a primeira cobaia passou pelo portal e foi transportada para 20 segundos antes de entrar no portal, foi um choque. Mas não só para os cientistas que quando perceberam que digitaram as coordenadas de forma errada e haviam materializado ele em uma parede, entraram em pânico. Para evitarem que houvesse um "loop temporal" e que o cadáver dele fosse transportado várias vezes para a parede interminavelmente, fecharam a fenda antes dele poder passar.

O pior disso tudo não foi o fato da cobaia ter ficado chocada ao ver uma cópia dele mesmo morto na parede, mas sim que após esse episódio uma estranha mancha negra ficou na parede. Talvez porque a matéria do corpo se fundiu com a parede.

Dessa vez, os funcionários relataram ouvir passos durante a noite, mesmo com os corredores extremamente vigiados. Os soldados também ouviam, mas diziam que não haviam ninguém lá. Outras noites, acabavam sendo acordados por um barulho muito grande ou então tinha a sensação de alguém estar vigiando eles.

No dia em que um deles viu dois olhos brilhantes olhando fixamente para ele e ter gritado por socorro, quando os guardas arrombaram a porta de seu quarto acharam ele morto, com a mandíbula deslocada e sem os olhos.

O governo começou a ficar preocupado, cuidou para que nada vazasse para o público. Dessa vez, os soldados queriam fugir, mas eles não foram permitidos, pois as ordens era que ninguém poderia sair de lá a não ser que fosse morto.

Após 13 casos de pessoas mortas em seus quartos e múltiplas aparições do homem de olhos brilhantes, um pequeno grupo de cientistas que continuaram sãos pesquisaram a fundo essas aparições e descobriram nas fitas de segurança que a criatura se teletransportava da parede em que a cobaia teria se materializado. Os cientistas colocaram um "grampo" e detectaram a origem do sinal... Ela tinha origem de outra dimensão.

Mandaram um soldado voluntário para a dimensão. Conseguiu entrar na fenda e quando voltou, 20 segundos depois de ser transportado estava completamente transtornado, nu, sem as órbitas dos olhos e coberto de sangue, chorando constantemente e repetindo o nome "Beliel" repetidamente.

Os cientistas só puderam chamar aquela dimensão de "inferno". O hiper-salto começou a sair fora de controle. Agora não era só no complexo que apareciam aquelas "coisas", era por todas as partes. Apareciam nas cidades, no interior... E sempre ficavam vigiando as pessoas, as seguindo, apenas esperando que quando notassem suas existências pudessem dar seu último grito.

O pandemônio se espalhou rápido e os boatos começaram a virar uma realidade pessoal para cada ser humano. O pior de tudo foi quando uma fenda dessa dimensão desconhecida se abriu sob o céu e várias daquelas "coisas" começaram a sair. Elas tinham asas, chifres, espirravam fogo e rasgavam as pessoas com violência. Por causa da fenda, eles não apareciam só de noite, começaram a atormentar continuamente os humanos e começaram uma carnificina que foi interpretado por muitos como o "juízo final".

Os cientistas descobriram que eles estavam procurando alguma coisa no tempo. Após ficarem anos ocupando a Terra, eles descobriram como usar o "hiper-salto" e começaram a voltar no tempo, procurando por cada brecha o que eles procuravam.

Agora vem a parte que eu queria chegar. Eles procuram algo que só você tem. Algo que minha geração perdeu e que nos fez igual a eles. Mandei essa mensagem como última esperança, tenho certeza que você fará a coisa certa... Que vocês farão a coisa certa e farão tudo dar certo. Só posso oferecer quatro ensinamentos.

O primeiro ensinamento: Nunca deixe ser guiado pela curiosidade. Ela irá fazer você ficar tão intrigado com o que há no fundo do abismo que fará você pular nele.

O segundo ensinamento: O tempo é implacável, imperdoável e irreversível. Alterar ou controlar ele não foi algo destinado a mortais. A tentativa de alterar isso resultará em consequências inimagináveis.

O terceiro ensinamento: Às vezes, seguir o lema "se não pode com eles, junte-se a eles" não é uma boa ideia. É isso o que "eles" esperam. E eles são piores com os inocentes.

O quarto e último ensinamento: Nunca, mas NUNCA diga que algo pode ser impossível/improvável de acontecer. Pois é isso que "eles" querem que você pense.

Por último, você acha que é impossível que algum demônio apareça hoje à noite?